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quarta-feira, dezembro 2, 2020

Arqueologia misteriosa

Em nosso país São Longinus não é tão desconhecido. Muitos o chamam de “São Longuinho”. O que talvez seja desconhecido é que ele foi um soldado romano que se destacou por ter confirmado a morte de Cristo, dando-lhe um ferimento profundo. Mas, sua história não terminaria nesse momento. Longinus teria seu próprio milagre, tornando-se um importante cristão, e morrendo pela causa do homem crucificado que conhecera de maneira tão brutal. A arma utilizada por ele foi, ao longo dos séculos, chamada de “a lança do destino” e sobre ela que estudaremos hoje.

A Lança do Destino (também conhecida como Lança Sagrada ou Lança de Longino), segundo a tradição da Igreja Católica, foi a arma usada pelo centurião romano Longinus para perfurar o tórax de Jesus Cristo durante a crucificação. A lança (do grego: λογχη, lonke) só é mencionada no Evangelho de João (João 19:31-36) e em nenhum dos evangelhos sinópticos. Segundo João, os romanos pretendiam quebrar as pernas de Jesus, uma prática conhecida como crurifragium, que objetivava acelerar a morte numa crucificação. Logo antes de o fazerem, porém, perceberam que Jesus já estava morto e, portanto, não havia razão para quebrarem suas pernas. Para certificarem-se de sua morte, um legionário romano (tradicionalmente chamado de Longino) furou-lhe o flanco:

 

«Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.» (João 19:34)

O fenômeno do sangue e água foi considerado um milagre por Orígenes. Os católicos, embora aceitem o sangue e a água como uma realidade biológica, emanando do coração e da cavidade abdominal de Cristo, também reconhecem a interpretação alegórica: ela representa um dos principais mistérios/ensinamentos chave da igreja, e um dos principais assuntos do Evangelho segundo Mateus, que é a interpretação da Consubstancialidade adotada pelo Primeiro Concílio de Niceia, segundo a qual Jesus Cristo era ambos: verdadeiro Deus e verdadeiro homem. O sangue simboliza sua humanidade, a água, sua divindade. Cerimonialmente, isso é representado em certo momento da Missa: o padre asperge uma pequena quantidade de água no vinho antes da consagração, um ato que reconhece a humanidade e divindade de Cristo e representa o fluxo de sangue e água do flanco de Cristo na cruz. Santa Faustina Kowalska, uma freira polonesa cujo apostolado e cujos escritos levaram ao estabelecimento da devoção da Divina Misericórdia, também reconheceu a natureza milagrosa do sangue e água, explicando que o sangue simboliza a misericórdia divina de Cristo, e a água, Sua divina compaixão e as águas batismais.

Histórias
Uma tradição indica que esta relíquia foi encontrada na Antioquia por um monge, chamado Pedro Bartolomeu, que acompanhava a Primeira Cruzada. Este afirmava ter sido visitado por Santo André, que lhe teria contado que a lança encontrava-se na igreja de São Pedro. Depois da conquista da cidade, foi feita uma escavação e foi o próprio Pedro Bartolomeu que a encontrou.

Apesar de se pensar que tinha sido o monge a colocar uma falsa relíquia no local (até o legado papal Ademar de Monteil acreditava nisto), o logro melhorava o moral dos cruzados, sitiados por um exército muçulmano. Com este novo objeto santo à cabeça das suas forças, o príncipe de Antioquia marchou ao encontro dos inimigos, a quem derrotou miraculosamente – milagre segundo os cruzados, que afirmavam ter surgido um exército de santos a combater juntamente com eles no campo de batalha.

Em pesquisa sobre tão curioso e, para muitos, sagrado tema, encontrei que o site http://phenomenonpoltergeist.blogspot.com.br afirma:

São Longinus viveu no primeiro século, contemporâneo de Jesus, e seria o centurião romano que reconheceu Cristo como sendo o “filho de Deus” na crucificação (Mateus 27:54; Marcos 15:39 e Lucas 23:47). Ele seria o soldado que feriu o lado de Jesus com a sua lança (Jo 19:34).
Diz a lenda que a água que saía do lado ferido de Jesus respingou em seu rosto e ele imediatamente sarou de uma grande problema de visão, e converteu-se, tornando-se um monge na Capadócia (hoje Turquia), onde foi mais tarde preso, martirizado para renunciar a sua fé e finalmente decapitado. Sua lança é reverenciada como uma relíquia religiosa e está a mostra em Viena na Áustria. Na Espanha e no Brasil ele é o protetor para encontrar objetos perdidos. Sua festa é celebrada no dia 15 de março.

 

Fatos:

“História real” 1:
Há aproximadamente 2.000 anos atrás, em uma sexta-feira, dia da crucificação de Jesus, aconteceu um fato muito misterioso. Segundo o costume, as pernas dos crucificados eram quebradas para antecipar a sua morte. Os ladrões que estavam ao lado de Jesus tiveram esse destino, mas quando chegou a vez do Messias um centurião romano, Longinus, para provar que ele já estava morto (quem sabe para se fazer cumprir as profecias) perfurou o lado do peito de Jesus, de onde jorrou sangue e água, tentando provar que ele já estava morto. Como os ossos de Jesus não foram quebrados, isso reforçou ainda mais o fato que ele realmente era um enviado de Deus, pois os Profetas do Velho Testamento já haviam previsto que nenhum osso do corpo do Messias seria quebrado.

 

Desde esse momento a Lança passou para a história como uma relíquia religiosa. Hoje em dia existem muitas lanças reivindicando ser a Lança Santa da história bíblica. Com o passar dos anos uma lenda acompanhou a Lança através dos anos, dando a quem a possuísse o poder de conquistar o mundo.

“História real” 2:
A posse da Lança tomou vários rumos, começando supostamente com Constantino, imperador romano que primeiro adotou o Cristianismo em princípios do século IV.
Depois dele, uma série de líderes militares prósperos tiveram a posse dessa ‘arma’, dentre eles: Alaric Theodosius (que precedeu Átila, o Huno), Charles Martel (que derrotou os muçulmanos em 733 D.C.), Carlos Magno, Justiniano, Frederick Barbarossa, 5 imperadores saxônicos que sucederam a Dinastia Carolíngea, e outros mais.
De acordo com a lenda, Carlos Magno empunhou a lança por 47 batalhas prósperas, mas morreu quando acidentalmente a teria derrubado, ao cair do cavalo.

“História real” 3:
Napoleão tentou obter a lança depois da batalha de Austerlitz, mas ela já tinha sido contrabandeada para fora da cidade, frustrando a vontade de Napoleão em possuir esse poder.

Em 1912, a lança passa à posse da Casa de Hapsburgs, fazendo parte de uma coleção no Museu de Hofburg em Viena.

Em setembro desse ano, um jovem chamado Adolf visitou o museu e com o acompanhamento e orientação do Dr. Walter Stein, ficou sabendo sobre o histórico de poder da lança. Nesse momento Adolf ficou contemplando-a, e sentiu uma conexão mística entre ele e as gerações de conquistadores da história, já que ele tinha muito interesse em artefatos religiosos de poder.

Após essa visita, Adolf chegou a dizer:

“Eu fiquei lá tranquilo, olhando fixamente para a lança por vários minutos, esquecendo de tudo à minha volta. Ela parecia conter algo oculto em seu interior, que me evadia, parecia que eu sentia, eu sabia intimamente e não podia trazer à consciência… Eu sentia ainda como se eu mesmo a tivesse segurado antes em algum século passado da história. Que eu mesmo uma vez a tivesse clamado como meu talismã de poder e segurasse o destino do mundo em minhas mãos…”

“História Real” 4:
Em 14 de Março de 1938, depois que o tal Adolf subiu ao poder como chanceler da Alemanha, anexou a Áustria e ordenou que a Lança, junto com o resto da coleção de Hapsburg, fosse enviada para Nuremberg, coração do movimento nazista.
Esse transporte foi feito em outubro desse mesmo ano, em um trem blindado da SS. Foi mantida na Igreja de St. Catherine por 6 anos, até que em outubro de 1944 foi construída secretamente uma abóbada subterrânea para protegê-la inclusive de um bombardeio pesado. Seis meses depois, em 30 de abril de 1945, às 14:10h, o exército americano invadiu a abóbada e resgatou a Lança e toda a coleção de Hapsburgs.
Segundo os registros, 80 minutos após esse incidente Adolf Hitler se suicidou com um tiro na cabeça.
Hoje a Lança Sagrada foi devolvida para o Museu de Hofburg, e permanece envolta em mistério.

Em outro estudo o site http://ocultoreveladoaverdade.blogspot.com.br destaca textos ainda mais impressionantes:

A lança de um soldado romano como Longinus se chamava de PILUM, um dardo, ou mais propriamente uma lança, usado pelo Império Romano, geralmente medindo dois metros de comprimento e pesando de dois a cinco quilos. Era uma lança composta de uma parte de ferro, mais fina e pontiaguda, e outra de madeira, maior e mais pesada. Uma arma temível, precisa e poderosa, cada vez mais aperfeiçoada durante o Império. Nesse sentido, além do episódio do Coliseu romano citado nas crônicas do historiador Cornelius Tacitus, pela segunda vez, o Pilum entrará na História: Precisamente no momento em que um Impiedoso centurião romano cujo nome era Gaius Cassius Longinus, capitão da guarda do templo, cravou a sua lança, o PILUM, no peito de Jesus. O sangue e a água que verteram do ferimento espirraram nos seus olhos – que eram virtualmente cegos devido às cataratas (há versões que falam em miopia) que lhe tolhiam quase que completamente a visão. Como um milagre, Longinus limpou os olhos e imediatamente recuperou totalmente a faculdade da visão! Sabe-se que, mais tarde, o centurião, profundamente arrependido do seu ato insano e cruel, convertera-se ao Cristianismo….

Os romanos, interventores e governantes de quase todo o mundo antigo, foram os primeiros a se apoderarem da lança que feriu Jesus, pelo fato de a considerarem dotada de poderes mágicos, guardando-a como um valioso troféu. A lança que feriu o peito de Jesus, na verdade apenas a ponta dessa lança, conhecida pelos nomes de “A Lança do Destino”, “A Lança Sagrada”, ou ainda “A Lança de Longinus”, transformou-se através dos tempos, juntamente como o Santo Graal, a Coroa de Espinhos e o Sudário de Turim, em um dos símbolos místicos máximos do Cristianismo. Diziam as antigas Tradições que aquele que a possuísse tornar-se-ia o senhor do mundo, invencível e dotado dos mais ilimitados poderes! Os Imperadores Constantino e Justiniano foram algumas dos seus guardiões. O Papa Inocêncio VIII foi um outro detentor da Lança Sagrada. Não se conhece a exata razão, e tampouco os obscuros motivos, de ela ter saído dos domínios e também da posse do Vaticano, vindo a cair posteriormente nas mãos de vários governantes, guerreiros e soberanos leigos. Dizem que a Lança do Destino, pelo fato de ter tocado o corpo e o sangue sagrado de Cristo, possuía a faculdade de curar. Ela passou pelas mãos ambiciosas de Carlos Magno que a transportou como talismã mágico por 47 batalhas, como também Otto “O Grande”; Theodosius; Alarico (o rei visigodo que saqueou Roma); e também o general Charles Martel….
… Napoleão Bonaparte foi mais um daqueles que tudo fizeram para se apoderar da Lança Sagrada e realmente conseguiu tomá-la(o que contradiz o texto anteriormente citado). Não se sabe se foi graças ao místico poder por ela dispensado que o Corso quase dominou o mundo com os seus poderosos exércitos, vindo, contudo, repentinamente a sofrer uma grande derrocada – morrendo exilado em uma ilha, desprezado, debilitado e além de tudo totalmente louco! A JUSTIÇA DO PILUM SAGRADO mais uma vez se manifestara, castigando os maus e os ambiciosos que ansiavam por dominar o mundo!…
Depois disso, o Kaiser Wilhelm, igualmente um outro governante que se apoderou da Lança. Teve o mesmo trágico destino dos outros! E assim, por cerca de mil anos, pelo menos 45 imperadores detiveram a sua posse. Até que posteriormente ficou sob a posse dos Hapsburgs, na Áustria, tendo passado por vários dos seus soberanos, os quais sabiamente abriram mão da sua posse e guarda. Finalmente a Lança Sagrada, ficou cuidadosamente guardada no Hofsburg Treasure Museum, em Viena. Mas, Adolf Hitler, um outro que ambicionava se tornar o rei do mundo tinha ela sob sua mira, até que finalmente conseguiu tomá-la para si. Foram dele essas palavras: – “Eu percebi de imediato que este era um momento importante em minha vida…. Fiquei lá, silenciosamente contemplando-a por vários minutos alheio a tudo ao meu redor. Ela me pareceu conter um significado secreto e profundo que fugiu a minha compreensão, um significado que senti em meu íntimo que ainda não poderia fazê-lo vir à tona de meu inconsciente… Senti como se eu próprio a tivesse segurado em minhas mãos há alguns séculos atrás e que eu próprio uma vez a reclamei como meu talismã do poder e mantive o destino do mundo em minhas mãos. Que espécie de loucura era essa que invadia a minha mente e crescia como um tumor em meu peito?”…

Heinrich Himmler, membro da Gestapo e, por assim dizer, um dos “mestres espirituais de Hitler”, era um profundo estudioso das Ciências Ocultas. Por sua vez, Hitler, mantinha um grande interesse por artefatos e relíquias religiosas e logo não tardou a ambicionar a posse da Lança de Longinus. E foi por forte influência de Himmler que a primeira providência de Hitler ao invadir com os seus exércitos a Áustria, em abril de 1938, foi exatamente determinar a apreensão e o imediato confisco da Lança do Destino…

Contudo, assim como aconteceu a todos os demais conquistadores detentores da Lança Sagrada, o implacável castigo aos maus se repetiu! Após vários e inexplicáveis revezes, subitamente o poder de Hitler lhe foi implacavelmente retirado. Em 30 de abril de 1945, as tropas aliadas invadiram, arrasaram e tomaram Nuremberg e Berlim, a outrora toda poderosa capital da Alemanha nazista! O General americano George S. Paton comandante norte-americano, era também um fascinado pela Lança do Destino e imediatamente providenciou o seu confisco. A Lança estava em uma espécie de santuário subterrâneo, em Nuremberg, altamente protegido e onde Hitler zelosamente a guardava. A partir de então, os Estados Unidos tornaram-se os seus provisórios guardiães – e a Lança do Destino tendo chegado aos EUA, teria os transformado repentinamente em uma das maiores potências mundiais. Pois, em poucos meses desenvolveram e utilizaram a sinistra bomba atômica e, de fato, se tornaram uma espécie de “governantes” do planeta. A saga,então se repetia. Contudo, e TEORICAMENTE, uma decisão final do General Dwight D. Eisenhower, tomada em 1946, teria feito com que todas as jóias da Casa Real dos Hapsburg, aí incluída a Lança de Longinus, retornassem ao seu local de origem – a Casa de Tesouro de Hofsburg, em Viena, onde até hoje estaria guardada. Mas teria sido isso mesmo?…

Porque nos dias de hoje três instituições afirmam ser as detentoras e legítimas guardiães da Lança Sagrada que feriu Cristo. A primeira delas é o Vaticano, órgão máximo da Igreja Católica – que, segundo informações, de modo a manter o seu próprio mito, possuiria apenas a pequena ponta (quebrada) de uma antiga lança romana que, por sinal, nada tem a a ver com a verdadeira Lança sagrada. Por isso,o Vaticano não a mostra e tampouco permite que estudiosos a analisem de modo verificar a sua autenticidade- portanto, seria FALSA!….

 

.. A segunda suposta guardiã da Lança Sagrada acha-se em Echmiadzin, na Armênia, precisamente em Vagharshapat, a capital religiosa daquele país – uma ponta de lança que teria sido trazida pelo Apóstolo de Jesus, Tadeu. Atualmente está em exposição no Museu Manoogian, preservada em um relicário do Século XVII. Comprovadamente, essa também NÃO se trata da Lança Sagrada original, pois não é tipicamente uma lança romana dos tempos de Jesus…

 

… Por sua vez, a terceira suposta Lança Sagrada está na Áustria, no chamado Tesouro Imperial do Hofburg Palace, em Viena. É uma lança bem antiga, com um revestimento posterior em ouro e com uma inscrição em Latim: Lancea et clavus Domini – “A lança e o prego do Senhor”, onde supostamente, e no interior do revestimento em ouro, estaria também um pedaço do prego que foi usado na crucificação de Jesus. Análises provaram que, apesar de realmente muito antiga, essa também não poderia ser a Lança Sagrada original, pois há indícios que ela seja originária do Século VII – e portanto, igualmente FALSA – ou, pelo menos, desprovida de qualquer autenticidade naquilo que se propõe!…

Conclusão do Detetivel do Improvável:

Como todo tesouro ou relíquia religiosa estudada, a “Lança do Destino” será sempre uma questão de fé. Por tudo que já li sobre tão inquietante artefato, ainda deposito grande curiosidade e simpatia sobre a que está no Tesouro Imperial do Hofburg Palace. Acho que essa possui toda uma história bem acompanhada e, por isso, carece de mais conclusões sobre a precisão de sua idade. Mas, como falei anteriormente, sempre a fé será fundamental para os estudiosos que depositam sua atenção sobre a lança do destino. Há os que nem acreditam na própria crucificação, ou existência de Cristo, antes de qualquer lenda que envolva secundariamente sua história.

Deixo, você, caro leitor, com uma frase de despedida desse estudo, que é, na verdade, as antigas palavras de Cornelius Tacitus, o notável historiador romano, e que ainda reverberam no tempo, e se fazem intensamente atuais: – “Um crime chocante é sempre cometido por inescrupulosa iniciativa de poucos indivíduos, com a bênção de muitos, e em meio à aquiescência de todos”.

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Louis Pauwels

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