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terça-feira, junho 28, 2022

Ufologia

Caso Roswell por Completo

8 de abril de 2018

Caso Roswell por Completo

Roswell, Novo México – 5/7/1947

– Uma equipe de arqueólogos da Texas Tech University, liderada por Curry Holden, chega pela manhã a essa cidadezinha perdida no deserto do Novo México. Vão ao escritório do xerife George Wilcox e relatam que haviam testemunhado, às 23h30 da noite anterior, “a queda de um avião sem asas e com uma fuselagem arredondada”. O fato mais perturbador é que, junto aos escombros do tal avião, havia corpos de ETS. Dois seres estavam fora da nave e outro permanecera dentro. Enquanto os arqueólogos ainda prestavam depoimento, um casal de campistas chega ao escritório do xerife e faz um relato semelhante. As vítimas, diziam, tinham pouco mais de um metro de comprimento.

Em pouco tempo, Roswell foi ocupada por militares vindos da base aérea localizada a 70 km do local. Eram homens do 509º Bomb Group (Grupamento de Bombardeiros), e iriam conduzir uma investigação, cercada de mistérios. . Roswell, 6/7/1947 – Um oficial do serviço de informações públicas do 509º, tenente Walter Hault, se encarrega de jogar água na fervura e divulga um comunicado anunciando a recuperação de um “objeto voador não-identificado”. O mesmo Hault, tempos depois, viria a ser uma das figuras mais procuradas e controvertidas do caso. Hoje, ele é o presidente do Museu do UFO, em Roswell, um dos estabelecimentos comerciais mais lucrativos do lugar. Vários jomalistas e pesquisadores já o desmascararam como sendo um vigarista. Uma das inconsistências de sua história é que ele teria sido avisado, no dia 2 de julho, para preparar um press release sobre o achado do disco voador. O acidente, porém, só ocorreu dois dias depois.

O xerife Wilcox alega que foi ameaçado por militares. Ele diz que seria morto caso falasse algo sobre a descoberta de ETS. Há também a história do major Jesse Marcel, que diz ter levado para casa pedaços do estranho metal que recobria a fuselagem do artefato. “Era um metal que não se conseguia cortar ou derreter. Quando amassado, voltava a endireitar-se em seguida”, afirma. Ele deu o souvenir para seus filhos brincarem. Nem o major nem as crianças conseguiram decifrar o que pareciam ser hieróglifos contidos nas placas. Finalmente, hà o depoimento do papa-defuntos Glenn Dennis, que garante ter recebido encomendas para alguns caixões de criança que seriam usados pelos militares do 509º. É bastante estranho imaginar que a Força Aérea americana fosse enterrar o maior achado do século. No final de tudo, a comissão investigadora divulgou um relatòrio explicando que o acidente havia ocorrido, mas, em vez de objeto voador não-identificado, o que tinha caído era um balão meteorológico. O relatòrio também afirma que não houve vítimas no incidente. E, assim, o fato ficou registrado oficialmente por quase 50 anos.

 Washington, OC – 15/11/1993 – O deputado Steven Schiff pede formalmente aos Departamentos de Defesa e de Justiça dos EUA a reabertura de inquérito sobre os eventos ocorridos em Roswell. O General Accounting Office (GAO) é destacado para a missão. A escolha, segundo o deputado, é das mais estranhas, visto que esse bureau é especialista em investigações fiscais. Para realizar a tarefa é designado apenas um agente, que permanece em licença médica até janeiro de 1994. Mas a persistência de Schiff e de um grupo de ufòlogos, durante quase dois anos, conseguiu provas concretas de que o relatório militar original servira apenas para encobrir algumas verdades.

A Força Aérea americana finalmente admitiu que suas conclusões anteriores eram falsas e que o objeto voador envolvido no acidente não era um balão meteorológico. Agora, afirmam que o artefato era um balão espião, que estava sendo testado para missões de bisbilhotagem sobre território soviético. O estranho material de que era feito – descrito por eles anteriormente como sendo um misto de madeira balsa e alumínio laminado era, na realidade, um novo tipo de liga capaz de burlar a vigilância de radares.

 Londres, 29/3/1995 – A British UFO Research Association (Bufora) – uma organização de pesquisas sobre objetos voadores não-identificados – anuncia ter evidências que provam a existência de formas de vida extraterrestre. As evidências são os filmes. Eles foram feitos por um cinegrafista militar americano mostram medicos efetuando autópsias em cadáveres de criaturas mortas num acidente em Roswell. Os filmes teriam sido entregues a “Bufora” por um colecionador de documentários antigos chamado Ray Santilli, ligado à produtora cinematográfica Merlin Production.

Waohlngton, final de Julho de1995 – Martin Walker, um dos correspondentes nos EUA do jomal britânico The Guardian, é um aficionado por questões ufológicas. Ele vem perseguindo o caso Roswell há anos e chega a torcer francamente pelos “conspiracionistas”. Assim, não é de estranhar que ele tenha obtido o grande furo sobre os dois filmes das autópsias de ETS. O problema é que, em sua matéria, ele se esqueceu de dizer que os supostos documentários vêm sendo considerados falsos e até primários por vários ufologistas e médicos.

Na sessão feita ao deputado Schiff, com uma platéia que continha muitos funcionários do governo, médicos e pesquisadores independentes, as reações variaram da crítica abalizada ao mais puro sarcasmo. Levantaram-se diversos pontos que, segundo os analistas, demonstram a fraude dos filmes. “Os instrumentos utilizados pelos médicos são corretos, mas é possível notar que são velhos. Em 1947 esse instrumental teria aparência mais nova”, aponta o médico americano Wilmore. “Além disso, pude perceber que os médicos perfazendo a autópsia não eram especialistas nesta atividade. Eles são claramente cirurgiões. Resta saber por que os militares, dispondo de todos os recursos, iriam improvisar nessa área e se utilizar de gente que não era especialista. Especialmente num caso de tamanha importância para a ciência”, afirma o médico. Já o funcionàrio Thomas Lee, do Departamento de Defesa, avalia: “O local mostrado no filme, onde teria ocorrido a autópsia, nunca existiu na base da Força Aérea de Roswell. Os elementos mostrados no cenário não são aqueles comprados pelo Pentágono para uso nas bases”, dispara. O filme Kodak usado nos dois documentários, revela o fabricante, foram expedidos em 1947 ou em 1967. Exames laboratoriais vão mostra quando tais películas foram sensibilizadas e reveladas e poderá pôr fim á polêmica. Na Grã-Bretanha, a veracidade da cenas também não é uma unanimidade. Paul O’Higgins, especialista em anatomia do University College de Londres, estranha como foi feita a autópsia. “julgar pelo que se vê no filme” operação foi realizada em duas horas Não dá para acreditar que seres tão importantes para a ciência tenham sido examinados de forma casual em apenas uma tarde”, declarou a ISTOÉ. Especialistas britânicos em objetos voadores não-identificados também se mostram céticos em relação ao filme É o caso de Jenny Randles. “As imagens mostradas no filme não correspondem aos depoimentos prestados pelas testemunhas em 1947”, assegura.

Origem do texto: UBRAN

 

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