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segunda-feira, Maio 16, 2022

Lugares Estranhos

O Triângulo das Bermudas

8 de abril de 2018

O Triângulo das Bermudas

Durante toda a minha vida, ouvi falar do Triângulo das Bermudas, ou o Triângulo do Diabo. Ainda criança, meus pais me falaram sobre esse local, e sempre aparecia alguma reportagem e até bons filmes sobre o tema. Logo consegui  literatura para conhecer um pouco mais sobre o assunto. Me lembro que vi autores muito bons, como Charles Berlitz – talvez esse seja o melhor entre todos – com seus livros “Triângulo das Bermudas”, “Sem deixar vestígios”, entre outros. Também me recordo de um documentário que era encontrado nas locadores de fitas VHS da década de 90, feito pela National Geografic, onde Charles Berlitz mergulhava pessoalmente na misteriosa região. Muitas teorias, inclusive bem recentes, vem tentando explicar os misteriosos desaparecimentos que ocorrem nessa região. Eu mesmo tive a oportunidade de sobrevoar e sentir suas estranhas turbulências. A literatura envolvendo o assunto vai de autores bons, como já foi dito, passando por teóricos que nunca viram o mar de perto. Passeia por Atlântida, pela espiritualidade, pela ufologia e pela história. Num texto encontrado na Wikipédia vemos alguns pontos importantes:

O Triângulo das Bermudas é uma área que varia, aproximadamente, de 1,1 milhão de km² até 3,95 milhões de km². Essa variação ocorre em virtude de fatores físicos, químicos, climáticos, geográficos e geofísicos da região, que influem decisivamente no cálculo de sua área, situada no Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, Porto Rico, Fort Lauderdale na Flórida e as Bahamas. A região notabilizou-se como palco de diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios, para os quais se popularizaram explicações extrafísicas e/ou sobrenaturais.
Uma das possíveis explicações para estes fenômenos são os distúrbios que esta região passa, no campo magnético da Terra. Um dos casos mais famosos é o chamado voo 19. Muito embora existam diversos eventos anteriores, os primeiros relatos mais sistemáticos começam a ocorrer entre 1945 e 1950. Alguns traçam o mistério até Cristovão Colombo. Mesmo assim, os incidentes vão de 200 a não mais de 1000 nos últimos 500 anos. Howard Rosenberg afirma que em 1973 a Guarda Costeira dos EUA respondeu a mais de 8.000 pedidos de ajuda na área e que mais de 50 navios e 20 aviões se perderam na zona, durante o Século XX.
Muitas teorias foram dadas para explicar o extraordinário mistério dos aviões e navios desaparecidos. Extraterrestres, resíduos de cristais da Atlântida, humanos com armas antigravidade ou outras tecnologias esquisitas e vórtices da quarta dimensão estão entre os favoritos dos escritores de fantasias. Campos magnéticos estranhos e emissões de gás metano do fundo do oceano são os favoritos dos mais técnicos. O tempo (tempestades, furacões, tsunamis, terremotos, ondas, correntes) e outras causas naturais e humanas são as favoritas entre os investigadores céticos.
Aqui uma foto que tirei durante um voo comercial normal que fiz sobre o Triângulo das Bermudas:

Algumas das novas teorias que procuram explicar o mistério do Triângulo das Bermudas através da ciência:

1- Teoria das nuvens

Pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, descobriram um padrão anormal nas nuvens que se formam e sobrevoam a região. O formato dessas nuvens é geometricamente hexagonal, e os cientistas compararam a sua atuação com a de uma “bomba aérea”.
O formato nada comum dessas nuvens, permitem a criação de correntes de ar superpotentes, capazes de alcançar até 274 quilômetros por hora. Essa ventania para vocês terem ideia, poderia ser comparada a força de um furacão.
Consequentemente ela pode fazer com que o impacto do vento na água do oceano, gere ondas de até 15 metros. Tais condições naturais, são praticamente mortais, visto que muito dificilmente uma navegação ou avião, por mais modernos que fossem, não conseguiria enfrentar condições como estas.
Nós já sabemos, que as nuvens consideradas normais, são irregulares e por isso são incapazes de criar um ciclo de ventos tão potentes como estas, e que exclusivamente foram encontradas no Triângulo das Bermudas.

2- Teoria das bolhas

Uma das teorias que hoje tem certo crédito no meio científico culpa o gás metano, presente no subsolo oceânico do Triângulo, pelos mistérios. “A liberação do metano reduz a capacidade de flutuação de um navio e pode afundá-lo”, diz o físico Bruce Denardo, da Escola de Pós-Graduação Naval de Monterey, nos Estados Unidos. Além do risco de naufrágio, o gás também provocaria explosões ao atingir a atmosfera. “Por ser uma forma bruta do gás de cozinha, o metano pode entrar em combustão com a faísca de um motor de barco ou avião”, afirma o geólogo Carlos José Archanjo, da Universidade de São Paulo (USP).
Gás suspeito Alguns cientistas supõem que o metano pode explicar o mistério

1. No subsolo oceânico do Triângulo, há metano estocado como hidrato gasoso, em estruturas como cristais de gelo. O movimento das placas tectônicas muda a pressão e a temperatura das profundezas, transformando esse hidrato em gás
2. O gás de metano sobe para a superfície em forma de bolhas e reduz a densidade da água, fazendo com que os barcos percam sustentação e afundem
3. As bolhas também podem liberar o gás na atmosfera e a faísca do motor de um avião que passe pelo local nesse momento seria suficiente para provocar uma explosão.

O que posso comentar sobre as teorias? São bem válidas, mas, não explicam, ao meu ver, o grande mistério. Para quem começar a estudar o tema, o grande desafio para se devendar o Triângulo não reside nos desaparecimentos. A região em si, nunca foi considerada de navegação fácil. Tem o Mar dos Sargaços que aprisionavam os navios na antiguidade, por exemplo. Até hoje vemos os constantes furacões que são noticiados na região de Belize, Cuba e vizinhanças. Na minha opinião, o que não pode ser esquecido por quem se propõe a explicar o triângulo são os relatos de desaparecimentos de navios e seus reaparecimentos! Barcos de médio e grande porte foram encontrados intactos, porém sem nenhum sinal da tripulação. Em alguns casos, ficou evidenciado que a mesa estava posta, com refeições deixadas pela metade, sem sinal de luta ou pânico a bordo. Não devemos esquecer o voo 19 e seus últimos relatos via rádio de bordo. Não! Há algo a mais que meros desaparecimentos. Não estamos falando de modismos do século vinte.culos Região do Caribe é cenário de fatos estranhos desde antes da era cristã

Lista de alguns casos famosos registrados:
500 a.C. – Pesadelo fenício
Os fenícios – civilização de exímios navegadores que surgiu onde hoje fica a Síria – temiam monstros que se moviam num oceano de algas. Hoje, há especialistas que vêem nisso uma indicação de que eles teriam chegado ao mar de Sargaços, área infestada de algas que se estende sobre o Triângulo
Século XV – Os sustos de colombo
O navegador Cristóvão Colombo também temia essa parte do mar do Caribe. Em seu diário de bordo, ele menciona estranhos acontecimentos no local, como o mau funcionamento de sua bússola e a presença de luzes emergindo do oceano
Século XVIII – Primeiro naufrágio
Em 1790, o barco do espanhol Juan de Bermudez afundou na região, mas ele conseguiu chegar a uma ilha que chamaria de Bermudas, por causa de seu sobrenome. O navegador não só esteve num dos primeiros naufrágios registrados no Triângulo como ainda batizou o arquipélago
1945 – O caso mais polêmico:

Cinco bombardeiros Torpedo, da Marinha americana, decolam de Fort Lauderdale, na Flórida, e desaparecem com 14 tripulantes a bordo. O incidente do chamado Vôo 19 (seu número de controle no tráfego aéreo) tornam a região mundialmente famosa como local de sumiços misteriosos
1951 – Gigante desaparecido
Um avião-cargueiro C-124, da Força Aérea americana, deixa de ser registrado por radares ao sobrevoar o Triângulo. Considerado um dos maiores aviões de carga do mundo, ele levava 52 tripulantes
1963 – Rotina de sumiços
O navio-cargueiro Marine Sulphur Queen, de 425 pés (129,45 metros), desaparece com 39 homens a bordo. Nenhum sinal de socorro foi emitido e o navio jamais foi encontrado
1972 – Mais um caso
O desaparecimento do cargueiro alemão Anita, de 20 mil toneladas e com 32 ocupantes, foi o último acontecimento misterioso do Triângulo a ter grande repercussão em todo o mundo.

Talvez uma lista mais completa fale por si mesma:

1840 – Rosalie – embarcação francesa encontrada meses após o seu desaparecimento, na área do Triângulo das Bermudas, navegando com as velas recolhidas, a carga intacta, porém sem vestígios de sua tripulação.
1880 – Atlanta – Fragata britânica, desapareceu em janeiro, com 290 pessoas a bordo.
1902 – Freya – embarcação alemã, ficou um dia desaparecida. Saiu de Manzanillo, em Cuba no dia 3 de outubro. Foi encontrada no dia seguinte, no mesmo local de onde havia saído, porém sem nenhuma pessoa a bordo: todos os tripulantes desapareceram.
1909 – The Spray – pequeno iate do aventureiro canadense Joshua Slocum, que desapareceu nesta área.
1917 – SS Timandra – embarcação que iria para Buenos Aires, partindo de Norfolk (Virgínia) com uma carga de carvão e uma tripulação de 21 passageiros. Não emitiu nenhum sinal de rádio.
1918 – Cyclops – embarcação carregada com 19.000 toneladas de aprovisionamentos para a Marinha Norte-americana, com 309 pessoas a bordo. Desapareceu a 4 de marçoem mar calmo, sem emitir aviso, mesmo dispondo de rádio.
1921 – Carroll. A. Deering – cargueiro que afundou no cabo Hatteras, cerca de 1.000 km a oeste das ilhas Bermudas.
1925 – Raifuku Maru – embarcação que afundou em uma tempestade a cerca de 1.000 km ao norte das ilhas Bermudas.
1925 – Cotopaxi – embarcação desaparecida próximo a Cuba.
1926 – SS Suduffco – embarcação que afundou em um furacão no triângulo.
1931 – Stavenger – cargueiro desaparecido com 43 homens a bordo.
1932 – John and Mary – embarcação desaparecida em abril. Foi encontrada posteriormente à deriva, a cerca de 80 quilômetros das ilhas Bermudas.
1938 – Anglo-Australian – embarcação desaparecida em março, com uma tripulação de 39 homens. Pediu socorro quando estava próxima ao Arquipélago dos Açores.
1940 – Gloria Colite – embarcação desaparecida em fevereiro. Foi encontrada com tudo intacto, mas sem a tripulação.
1942 – Surcouf – submarino francês que foi atacado pelo cargueiro norte-americano Thompson Lykes perto do Canal do Panamá, a cerca de 1.800 km do triângulo
1944 – Rubicon – cargueiro cubano desaparecido em 22 de outubro. Foi encontrado mais tarde pela Guarda Costeira Norte-americana próximo à costa da Flórida.
1945 – Super Constellation – aeronave da Marinha Norte-americana desaparecida em 30 de outubro, com 42 pessoas a bordo.
1945 – voo 19 ou Missão 19 (“Flight 19”) – esquadrilha de cinco aviões TBF Avenger, desaparecida em 5 de dezembro.
1945 – Martin Mariner – hidroavião enviado na busca do Voo 19, também desapareceu em 5 de dezembro, após 20 minutos de voo, com treze tripulantes a bordo.
1947 – C-54 – aeronave do Exército dos Estados Unidos, jamais foi encontrada.
1948 – DC-3 – aeronave comercial, desaparecida em 28 de dezembro, com 32 passageiros.
1948 – Tudor IV Star Tiger – aeronave que desapareceu com 31 passageiros.
1948 – SS Samkey – embarcação que afundou a 4.200 km a nordeste do triângulo e a 200 km a nordeste dos Açores.
1949 – Tudor IV Star Ariel – aeronave que desapareceu no triângulo.
1950 – Sandra – cargueiro transportando inseticida, desapareceu em junho e jamais foi encontrado.
1950 – GLOBEMASTER – Avião comercial dos Estados Unidos desaparecido em março.
1952 – YORK – Avião de transporte britânico. Desaparecido em 2 de fevereiro. Tinha 33 passageiros a bordo, além da tripulação. Sumiu ao norte do Triângulo das Bermudas.
1954 – Lockheed Constelation – aeronave militar com 42 passageiros a bordo que desapareceu no triângulo.
1955 – CONNEMARA IV – Desapareceu em setembro e apareceu 640 km distante das bermudas, também sem tripulação.
1956 – MARTIN P-5M – Hidroavião desaparecido em 9 de novembro. Fazia a patrulha da costa dos Estados Unidos. Sumiu com dez tripulantes a bordo nas proximidades do Triângulo das Bermudas.
1957 – CHASE YC-122 – Desaparecido em 11 de janeiro. Era um avião cargueiro com quatro passageiros a bordo.
1962 – Um avião KB-50 desapareceu em 8 de janeiro. Tratava-se de um avião tanque das Forças Aéreas dos Estados Unidos. Desapareceu quando cruzava o Triângulo.
1963 – MARINE SULPHUR QUEEN – Cargueiro que desapareceu em fevereiro sem emitir nenhum pedido de socorro.
1963 – SNO’BOY – Desaparecido em 1º de julho. Era um pesqueiro com vinte homens a bordo. Nunca foi encontrado.
1963 – 2 STRATOTANKERS KC-135 desapareceram em 28 de agosto. Eram 2 aviões de quatro motores cada, novos, a serviço das forças aéreas americanas. Iam em missão secreta para uma base no Atlântico, mas nunca chegaram no local.
1963 – CARGOMASTER C-132 – Desaparecido em 22 de setembro perto das ilhas Açores.
1965 – FLYNG BOXCAR C-119 – Desaparecido em 5 de junho. Era um avião comercial com dez passageiros a bordo.
1967 – WITCHCRAFT – Desaparecido em 24 de dezembro. Considerado um dos casos mais extraordinários do Triângulo. Tratava-se de uma embarcação que realizava cruzeiros marítimos. Estava amarrado a uma bóia em frente ao porto de Miami, Flórida, a cerca de 1600 metros do solo. Simplesmente desapareceu com sua equipe e um passageiro a bordo.
1970 – Milton Latrides – cargueiro francês que partiu de Nova Orleans em direção à Cidade do Cabo. Levava uma carga de azeite vegetal e refrigerante. Afundou no triângulo em abril.
1973 – ANITA – Desaparecido em março. Era um cargueiro de 20.000 toneladas que estava circulando próximo ao Triângulo com 32 tripulantes a bordo.
1976 – Grand Zenith – petroleiro, afundou com pessoas e bens a bordo. Deixou uma grande mancha de petróleo que pouco depois também desapareceu.
1976 – SS Sylvia L. Ossa – embarcação que afundou em um furacão a oeste das ilhas Bermudas.
1978 – SS Hawarden Bridge – embarcação que foi encontrada abandonada no triângulo.
1980 – SS Poet – embarcação que afundou em um furacão no triângulo. Transportava grãos para o Egito.
1995 – Jamanic K – cargueiro que afundou no triângulo, depois de sair de Cap-Haïtien.
1997 – Iate – É encontrado um iate alemão.
1999 – Genesis – cargueiro que afundou depois de sair do porto de São Vicente. Sua carga incluía 465 toneladas de tanques de água, tábuas, concreto e tijolos; informou de problemas com uma bomba um pouco antes de perder o contato. Foi realizada uma busca sem sucesso em uma área de 85.000 km² (33.000 milhas quadradas).
Outros eventos:
Um Cessna 172 é “caçado” por uma nuvem, o que resulta em funcionamento defeituoso de seus instrumentos, com conseqüente perda de posição e morte do piloto, como informaram os passageiros sobreviventes.
Um Beechcraft Bonanza voa para dentro de uma monstruosa nuvem cúmulo ao largo de Andros, perde o contato pelo rádio e logo recupera-o, quatro minutos depois, mas descobre que agora está sobre Miami, com mais vinte e cinco galões de gasolina do que deveria ter – quase exatamente a quantidade de gasolina que seria gasta pelo aparelho no trecho percorrido (Andros-Miami).
Um 727 da National Airlines fica sem radar durante dez minutos, tempo em que o piloto informa estar voando através de um leve nevoeiro. Na hora de aterrissar, descobre-se que todos os relógios a bordo e o cronômetro do avião perderam exatamente dez minutos, apesar de uma verificação da hora cerca de trinta minutos antes da aterrissagem.

Acredito que quando tivermos uma teoria que, realmente, venha a explicar os casos, de fato, desafiadores do Triângulo das Bermudas, aí sim, estaremos no caminho certo da verdade. Quando os que se envolverem no estudo do tema quiserem saber o que está ali ocorrendo e não simplesmente dismistificar ou ridicularizar os que não se cansam de perguntar, aí sim estaremos na direção certa.

Um curioso livro que ultrapassa o impensável se chama “Eu escapei do triangulo das Bermudas”. Vale a leitura. Baixe AQUI. Como escapei do triangulo das Bermudas

Recomendo, evidentemente, os livros de Charles Berlitz já acima citados.

Fonte de pesquisa:

https://mundoestranho.abril.com.br/geografia/por-que-desaparecem-avioes-e-navios-no-triangulo-das-bermudas/

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