26 de junho de 2018

Poltergeist

Quem era adolescente na década de 80 e assistiu na TV o filme Poltergeist, jamais irá esquecer aquele começo mostrando a tela da TV, com a bandeira americana, ao som do hino nacional americano. O filme mexia com muitos medos da sociedade da época, ao mesmo tempo que era um show de efeitos especiais. Gracas a esse filme, uma geração inteira conheceu um novo termo: “Poltergeist”. Inédito para os leitores e telespectadores de filme de terror,  o termo trazia um novo conceito nas chamadas “assombrações”. Vamos ao nosso estudo de hoje, nobre neófito do improvável?

Pois bem, a Wikipédia conceitua:

Poltergeist (do alemão poltern (barulho), e geist (fantasma), também chamado por alguns parapsicólogos como Psicocinesia Recorrente Expontânea (em inglês: Recurrent Spontaneous Psychokinesis, RSPK), é um tipo de evento paranormal que se manifesta em um ambiente no qual existem ocorrências físicas, tais quais, chuva de pedras, movimentação, aparecimento e desaparecimento de objetos, sons, pirogenia, luzes, entre outras. Pode envolver até ataques físicos. Essas manifestações já foram registradas em muitas culturas e países, incluindo o Brasil, Austrália, Estados Unidos, Japão e a maioria das nações europeias. Os primeiros casos registrados datam do século I.

O termo Poltergeist, do idioma alemão, é traduzido como fantasma barulhento (poltern = barulhento; geist = fantasma ou espírito). São conhecidos como Poltergeist os fenômenos sobrenaturais não explicados pela ciência. Lançamento de pedras, luzes que surgem do nada, deslocamento de objetos leves ou pesados, surgimento espontâneo de água, fogo, ou focos de luz, anormalidade nas instalações elétricas e telefônicas, abertura de portas, pancadas em lugares diversos, clarão ofuscante, estouro de lâmpadas, ruídos de passos ou correria, vozes, música, brinquedos que funcionam mesmo sem as baterias ou pilhas, correntes de ar, entre outros.

Acredita-se que o foco dessa perturbação seja oriundo de uma criança na fase da puberdade, em geral do sexo feminino, ou mesmo um adulto dotado de poderes paranormais. O evento caracteriza-se por estar relacionado a um indivíduo presente em um ambiente e pode ser de curta a longa duração. Difere sutilmente da chamada Assombração (Hauting), que pode se estender por anos e está sempre associada a uma área, geralmente uma casa a qual contém histórico de mortes violentas.

A parapsicologia define esses fenômenos como uma faculdade extra-sensorial na qual a mente atua diretamente sobre a matéria, através de meios invisíveis sem contato físico. O termo psicocinesia é derivado das palavras gregas psyché (alma) e kinein (mover).

De acordo com a literatura espírita, o fenômeno Poltergeist decorre de espíritos em perturbação, os quais em comunhão com uma pessoa sensível, atuam por vezes de forma agressiva, ao fazer com que objetos como pedras, por exemplo, voem pelos ares atingindo outros objetos e pessoas. Para a ocorrência da manifestação é obrigatória a presença de um médium de efeitos físicos, ainda que completamente alheio à sua faculdade.

O fenomeno tem casos famosos. Alguns ocorridos em nossa região, inclusive. Alguns conhecidos meus pessoais que seguem o espiritismo, tem o poltergeist como um acontecimento trivil, factual, por, vezes, corriqueiro  e esperadamente, consequente.

Escolhemos, entretanto, um famoso caso para apresentar a você, visitante, que foi publicado em um periódico científico, porém bem conhecidos pelos chamados, depreciativamente, pseudo-cientistas do universo misterioso.

A Historien é um periódico científico-acadêmico mantido pelo Colegiado de História da UPE – Campus Petrolina, disponível em versão eletrônica. A nossa proposta é o incentivo à produção textual dos alunos do curso de História, visando a expansão do conhecimento em história por meio da produção dos próprios acadêmicos. Assim como, a difusão e divulgação dos resultados das atividades das produções desenvolvidas na instituição ou em outras instituições parceiras. Revista Historien – ISSN 2177-0786

O caso Poltergeist de Enfield (1977)

No ano de 1977, a família Harper vivia em Enfield na Inglaterra, mas a partir do mês de agosto coisas estranhas fizeram com que a vida de Peggy e seus quatro filhos se transformasse em um filme de terror.  Em todos os locais da casa objetos voavam, pegavam fogo, ouviam-se barulhos e gemidos misteriosos, vindos de lugares onde nada poderia gera-los. Contudo a parte mais estranha desses acontecimentos misteriosos atingiu a pequena Janet, uma garota de 12 anos que de um dia para o outro começou a entrar em transes, falar com uma voz demoníaca e ainda levitar pela casa, como se isso fosse algo comum.

Conforme essas situações ocorriam, a fama do caso foi se espalhando e assim diversos médiuns foram até a casa para tentar explicar o que e por que aquilo estava acontecendo com aquela família. Contudo o mais interessante é que alguns fotógrafos também conseguiram acesso ao local, dessa maneira eles instalaram câmeras que tiravam fotos de maneira automática, o que gerou um grande registro fotográfico, tornando esse um dos casos paranormais mais bem documentados do mundo.

Com todas essas pessoas como testemunhas, além de fotos e algumas gravações em áudio de momentos em que Janet estava em transe, foi tentado por pesquisadores provar a existência da paranormalidade, porém isso não aconteceu.

Mas mesmo assim, as imagens e o vídeo abaixo nos fazem pensar bastante sobre isso:

1 – Mostra a garota deitada e uma almofada que havia caído da cama sozinha e flutuando pelo chão


2 – Na sequência a coberta que cobria Janet levanta sozinha


3 – Em poucos segundos depois a garota levita da cama e fica no ar por algum tempo, o bastante para que a câmera conseguisse capta-la flutuando.


Outra imagem da garota flutuando no seu quarto.


Imagem que mostra Janet flutuando sobre uma escrivaninha, com apenas uma mão apoiada na mesa.

Para os mais curiosos, vale dar uma pesquisa no youtube e ver os videos na integra. Basta colocar o nome do caso acima. Destaco que  para os que tem alguma religião, o Detetive do Improvável não orienta a se expor aos vídeos  que mostram as “possessões” documentadas no caso e suas interpretações que venham a ferir a fé de algum leitor. O convite é para um olhar crítico. Algumas fontes na internet, destacam muito a parte emocional dos envolvidos, e até mesmo coma capacidade criativa das crianças, que , supostamente, chegaram a admitir que criaram parte das ocorrencias (em trno de 2%), procurando exagerar o que na verdade ocorria. Tais declarações foram um prato cheio para os “especialistas” que tudo explicam, mantendo a humanidade numa completa e inquestionável verdade ignorante, para desmoralizarem os investigadores do paranormal. A você que nos lê, eu aviso: persevere!

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