Close

terça-feira, junho 28, 2022

Casos Clássicos

O Diabo Passeia Novamente

31 de julho de 2018

O Diabo Passeia Novamente

 

Completando o artigo antecedente (Os rastros do Diabo), eis um caso publicado no To Morrow, numero de outono de 1957, sob o titulo : “O Diabo passeia novamente?” eque também pode ser encontrado na obra O Livro do Inexplicável de Jacques Bergier, da Editora Hemus, lançado em 1973.

O artigo estava  assinado por Eric J. Dingwall, o erudito autor inglês, que foi um dos colaboradores do Dr. Alfred Kinsey, bem conhecido por seus trabalhos antropológicos e suas pesquisas sexo psicológicas.”Entre todas as histórias estranhas que ouvi, escreve o Dr. Dingwall , esta foi uma das mais esquisitas e inexplicáveis.”

A história foi contada por um tal “Sr. Wilson“. Inglês de nascimento, Wilson veio rapazola para a América e prosperou em seus negocios em NovaYork. Na quebra da Bolsa peerdeu muito dinheiro. Retornou a Inglaterra onde se instalou em um vilarejo e montou , em pouco tempo, um bom negócio comercial.

Um dia , numa revista britanica , leu um artigo sobre “os rastros do Diabo” , em 1855 , em Devon. Jamais ouvira falar deste enigma antes. Como o nome do Dr. Dingwall foi mencionado no artigo, Wilson escreveu-lhe uma carta. Até então ele estava tão dominado por sua aventura, que havia contado somente a três amigos de confiança.

O Dr. Dingwall visitou Wilson para uma entrevista. Wilson apareceu-lhe como um homem de alta estatura , sólidamente constituido, de espirito prático. Não era “evidentemente um sonhador que imaginasse histórias inacreditaveis”.

Conta Wilson que, em outubro de 1950, ele decidirta tirar férias numa pequena cidade da costa oeste de Devon, onde passara a juventude. No ultimo dia de sua permanencia , foi ver a antiga casa de sua familia e a praia onde havia brincado quando criança. Esta praia era inteiramente orlada de falésias abruptas. Penetra-se nela por uma
passagem estreita entre e sob dois enormes rochedos, cuja entrada é barrada por uma alta grade de ferro. No verão, as pessoas que vão a esta praia pagam uma taxa para entrar na caverna . Mas naquela tarde triste de outono  a grade já estava fechada para o inverno.

A casa da infancia do Sr. Wilson estava próxima. Lembrou-se que seria possivel chegar até a praia passando pelo jardim, utilizando uma outra passagem. Tomou este caminho e cedo se encontrava sobre a areia da praia deserta.O mar atingira a parte mais elevada da praia, porém quando ele chegou a maré  era vazante, deixando a areia tão lisa como vidro . Foi então que Wilsom fez sua apavorante descoberta.

Uma serie de pegadas começava no alto da praia, bem abaixo de uma falésia vertical , e atravessava a praia em linha reta até o mar. Estavam extremamente nítidas “como se fossem esculpidas por um objeto cortante”. Espaçadas em cerca de 1,80 m, elas pareciam ser os vestigios do casco de um bípede e assemelhando-se muito com o de um forte pônei não-ferrado. Não eram fendidas e eram mais profundas que as pegadas feitas por Wilson que pesava 80 quilos.

Um pormenor perturbou especialmente Wilson: a areia não havia sido “escavada” na borda das pegadas   —   “dir-se-ia que cada pegada havia sido recortada na areia com ferro quente“. Tentou compara-las com as suas, andando ao lado delas, depois tentou saltar de uma marca à outra, mas o passo era maior que o dele , ainda que ele fosse um homem de alta estatura e longas pernas. Não havia marcas regressando do mar e a estreita praia era limitada em cada extremo por pontas rochosas.

O Fr. Dingwall fez então algumas perguntas que ficaram sem resposta:

  • Qual criatura possível terrestre ou marinha, capaz de deixar aquelas marcas ?
  • De que tamanho podia ser ela para possuir um passo tão longo?
  • Se fosse um animal marinho, porque teria cascos?
  • Se fosse um animal terrestre porque teria entrado no mar? Ou teria então asas?

O Sr. Wilson declarou    que os rastros eram frescos e que a maré vazante estava justamente além da última pegada da pista. Que teria visto se chegasse um pouco antes? O Dr. Dingwall assinala que semelhante sinais foram vistos em 1908, nos Estados Unidos, ao longo da costa de Nova Jersey, entre Newark e o cabo May. Elas foram atribuidas ao “Diabo de Jersey“. Ele acrescenta ; “existem ainda descrições de marcas como as do casco de um pônei na neve espessa e, também, as pegadas saltam cercas para depois continuarem do outro lado, mesmo quando as barreiras estavam a apenas polegadas uma das outras”.

O Dr. Dingwall conclui dizendo que , quanto mais se fazem perguntas , mais o mistério se torna desconcertante.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rua Dr. José Afonso de Melo, N° 118, Sala 820 – Jatiúca, Maceió – AL. CEP 57.036-510.

*Site sem fins lucrativos

O homem consciente é verdadeiramente livre. Ele sabe que não sabe.

Louis Pauwels

Copyright © 2020. Detetive do Improvável. Todos os direitos reservados.