8 de julho de 2018

O incidente Dyatlov ou o maior mistério da história da Rússia.

 

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Já ouvi de um amigo a curiosa afirmação “a Russia é uma porta pra outro mundo”, tendo em vista as coisas inexplicáveis que aconteceu e ainda aparecem por lá. De lendas típicas da região e cultura, ao mistério de Tunguska, passando pelas sombrias “radios numéricas”  e seus próprios OVNIs caídos, chegamos ao que é considerado o maior mistério desse incrivel país, O incidente Dyatlov. Muitos foram os estudiosos de todo mundo que se dedicaram a achar uma conclusão final para o ocorreu naquelas montanhas distantes. Entre os mais contemporaneos podemos citar a figura de Rob Morphy. Aqui trouxemos para voce, leitor, uma síntese do que já se tem pesquisado até hoje sobre o tema.

Pois bem, não seria um exagero se comecassemos afirmando que estamos diante de um dos mais bizarros, para não mencionar terríveis mistérios da era moderna, que diz respeito à morte enigmática de nove montanhistas russos cuja viagem de esqui terminou em uma tragédia tão horrível e desconcertante que confunde os especialistas por mais de meio século.

Excursões na natureza podem ser serenas para alguns e estimulantes para os outros, mas para alguns infelizes, essas jornadas nas intocadasregiões de nosso mundo podem ser trágicas. Mais ainda, outras viagens desse tipo rumo ao desconhecido podem culminar em circunstâncias tão terrivelmente assustadoras que chega a criar uma nova lenda. Este foi  o destino que se abateu sobre nove entusiastas do esqui no final dos anos 50.

Ao contrário de muitos dos mais intrigantes mistérios do século XX – incluindo o destino da tripulação do Ourang Medanor – o paradeiro dos aldeões Anjikuni desaparecidos do Canadá – o que torna o assim chamado “Incidente Dyatlov” tão fascinante é o fato de que há não há dúvida de que esses eventos realmente ocorreram … e terrivelmente pouca dúvida de que uma das últimas sensações experimentadas por essas pobres almas era de terror abjeto. Afirmo com total segurança que este é o mistério mais bem documentado entre tantos já mencionados no Detetive do Improvável.

A prova dessa tragédia existe não apenas na forma de fotografias que foram preservadas, mas também nos extensos registros (muitos dos quais ainda são supostamente classificados) dos militares soviéticos que investigaram o caso estranho e eram manifestamente incapazes de chegar a qualquer decisão definitiva, apesar de uma quantidade esmagadora de evidências físicas. De fato, os investigadores encarregados de resolver este caso acabaram sendo forçados a atribuir todo o caso peculiar a: “uma força desconhecida e irresistível”.

Mas antes de irmos adiante; como qualquer bom mistério, devemos começar no início dos fatos.

 

Dez jovens esquiadores

Em 25 de janeiro de 1959, um instrutor de esqui, três engenheiros e sete estudantes do Instituto Politécnico Ural da antiga União Soviética, localizado na cidade conhecida como Sverdlovsk, embarcaram em um trem e partiram em uma viagem até a cordilheira Otorten, que fica próxima ao norte dos Montes Urais, para uma expedição de esqui  extenuante.

O líder da excursão era um entusiasta de 23 anos chamado Igor Dyatlov – para quem ao famigerado mistério daria nome – que reuniu uma equipe de esquiadores do sexo masculino e feminino com a intenção de que esta viagem árdua servisse como um exercício de treinamento para uma futura expedição às regiões árticas mais difíceis e traiçoeiras.

Enquanto o grupo de esquiadores experientes deixava a estação de trem e pegava um caminhão na direção de seu próprio “Alpino nos Urais”, um dos membros da equipe, Yury Yudin, adoeceu e foi forçado a ficar para trás no assentamento de Vizhai, que foi o último posto avançado antes da faixa de Otorten.

Yudin deu adeus a seus camaradas e, com inveja, observou-os partir … mal podia imaginar na hora em que seria o sortudo que , por pouco, se livrara do destino de seus amigos.

Inclusive, entre outro momento na vida, Yudin afirmaria que a única coisa que o assombrara ao longo dos anos não era conseguir descobrir que tipo de força diabólica roubara a vida de seus amigos; um destino que ele teria compartilhado não fosse por sua doença inesperada. Segundo Yudin: “Se eu tivesse a chance de fazer a Deus apenas uma pergunta, seria: “O que realmente aconteceu com meus amigos naquela noite?’”

Dois dias depois de embarcar em sua aventura, os nove atletas restantes – incluindo os engenheiros Rustem Slobodin, Georgyi Krivonischenko e Nicolas Thibeaux-Brignollel, assim como os estudantes Yuri Doroshenko, Zinaida Kolmogorova, Lyudmila Dubinina e o instrutor e guia de esqui Alexander Zolotarev – seguiram Dyatlov em direção à primeira parada em sua longa e cansativa jornada, a montanha  Gora Otorten.

A data era 28 de janeiro de 1959. A equipe nunca chegaria ao seu destino … e nenhum deles jamais seria visto vivo novamente.

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