31 de agosto de 2018

Amityville – uma análise conclusiva e ética.

ASSISTA O VÍDEO AQUI.

O caso da tragédia familiar de Amityville nunca foi apresentado ao público dessa forma. Como uma terrível tragédia familiar. Não bastou seu recheio de violência doméstica, distanciamento entre pais e filhos e a ação devastadora do uso de drogas num núcleo familiar. Em qualquer site da internet, o leitor pode facilmente  achar matérias sobre o caso. Fantasmas, demônios, forças sobrenaturais, relatos desconexos e cheios de superstição. Aqui você pode ver o que esses relatos dizem:

Exemplo 1: Por volta das 6:30, na noite de 13 de novembro de 1974, Ronald DeFeo Jr. se dirigiu até o Henry’s Bar, em Amityville, Long Island, Nova Iorque e declarou: “Você tem que me ajudar! Acho que minha mãe e meu pai foram baleados! DeFeo e um pequeno grupo de pessoas foram para o endereço 112 Ocean Avenue, que foi localizado não muito longe do bar, e concluiu que os pais de DeFeo foram realmente mortos. Uma pessoa do grupo, Joe Yeswit, fez uma chamada de emergência para a polícia do condado de Suffolk, que procurou a casa e descobriu que seis membros de uma mesma família foram mortos em suas camas. As vítimas eram o negociante de carro Ronald DeFeo, 43 anos, Louise DeFeo, 42 anos, e quatro de seus filhos: Dawn, 18 anos; Allison, 13 anos; Marc, 12 anos e John Mathew, 9 anos. Todas as vítimas tinham sido baleadas com um rifle Marlin 336C, calibre .35 em cerca de três horas da madrugada daquele dia.Os pais DeFeo tinham sido baleados duas vezes, quando as crianças tinham sido mortas com um tiro apenas. A família DeFeo ocupava o endereço 112 Ocean Avenue desde que o compraram em 1965.

Ronald DeFeo Jr. era o filho mais velho da família, e também era conhecido como “Butch”. Ele foi levado para a delegacia local para sua própria proteção depois de sugerir a policiais na cena do crime que as mortes tinham sido realizados por uma máfia ligada à um homem chamado Louis Falini. No entanto, uma entrevista com DeFeo na delegacia, logo revelou inconsistências sérias na sua versão dos acontecimentos, e no dia seguinte, ele confessou a realização dos assassinatos. Ele disse aos detetives: “Quando eu comecei, eu simplesmente não conseguia parar. Passou tão rápido.”

Julgamento e condenação

O julgamento de DeFeo começou em 14 de outubro de 1975. Ele e seu advogado de defesa William Weber montaram uma defesa afirmativa de insanidade, com DeFeo alegando que as vozes em sua cabeça insistiam com ele para realizar os assassinatos. O fundamento insanidade foi apoiada pelo psiquiatra para a defesa, o Dr. Daniel Schwartz. O psiquiatra para o Ministério Público, Dr. Harold Zolan, sustentou que DeFeo, embora fosse um consumidor de heroína e LSD e que tinha transtorno de personalidade anti-social, estava consciente de suas ações no momento do crime. Em 21 de novembro de 1975, DeFeo foi considerado culpado em seis acusações de homicídio em segundo grau. Em 4 de dezembro de 1975, o juiz Thomas Stark condenou Ronald DeFeo Jr. a seis penas consecutivas de 25 anos. DeFeo é atualmente detido em Green Haven Correctional Facility, Beekman, Nova Iorque, e todos os seus apelos ao conselho de condicionais até à data foram rejeitados.

Nota do DETETIVE DO IMPROVÁVEL: Até aqui, o leitor viu a história mais proxima da verdade, que tambem é considerada a mais sem graça. Vamos seguir:

Continuação do exemplo 1:

As controversas do caso:

Todas as seis vítimas foram encontradas deitadas em suas camas, sem sinais de uma luta ou sedativos, levando à especulação de que alguém na casa deveria ter sido despertado pelo barulho dos tiros. Os vizinhos não relataram qualquer audição de tiros sendo disparados. A investigação policial concluiu que as vítimas estavam dormindo no momento dos assassinatos, e que o rifle não tinha sido equipado com um silenciador. Os agentes da polícia e do médico legista que participou da cena foram inicialmente intrigados com a rapidez e a amplitude das mortes, e considerou a possibilidade de que mais do que uma pessoa tinha sido responsável pelo crime. Durante seu tempo na prisão, Ronald DeFeo deu vários relatos de como as mortes foram realizadas, todas elas inconsistentes. Em uma entrevista em 1986, ele alegou que sua mãe era responsável pelo massacre, que foi rejeitado como “absurda” por um ex-oficial do condado de Suffolk.

Em 30 de novembro de 2000, Ronald DeFeo reuniu-se com Ric Osuna, o autor de A Noite de Horror dos DeFeo, que foi publicado em 2002. Segundo Osuna, DeFeo alegou que tinha cometido os assassinatos “por desespero” com sua irmã Dawn e dois amigos sem nomes. Ele afirmou que depois de uma briga ficou furioso com seu pai, então ele e sua irmã planejaram matar seus pais, e que Dawn assassinou os irmãos, a fim de eliminá-los como testemunhas. Ele disse que ficou enfurecido ao descobrir as ações de sua irmã, bateu sua cabeça sobre a cama dela e atirou na cabeça dela. Foi relatado que, durante o inquérito policial original, vestígios de pólvora foram encontrados na camisola de Dawn, indicando que ela poderia ter descarregado uma arma de fogo. Esta linha de investigação não foi perseguida após a confissão Ronald DeFeo. As tentativas de contato com os dois supostos cúmplices não obtiveram sucesso, já que um morreu em janeiro de 2001 e o outro disse que entrou em um programa de proteção a testemunhas. Ronald DeFeo, Jr. tinha uma relação tempestuosa com o pai, mas a razão que a família inteira foi morta permanece obscura.

A promotoria durante o julgamento sugeriu que o motivo dos assassinatos foi somente as apólices de seguro de seus pais. Joe Nickell observa que, dada a frequência com que Ronald DeFeo mudou sua história ao longo dos anos, as novas alegações dele sobre os acontecimentos que tiveram lugar na noite dos assassinatos deve ser abordada com cautela. Em uma carta a Rádio Show Host Lou Gentile, DeFeo negou dar informações a Ric Osuna que poderia ser usado em seu livro.

EXEMPLO 2:

13 de novembro de 1974, Amityville, Long Island, Nova York. A polícia recebe uma ligação de um tal Joey Yeswit sobre um assassinato na Avenida Ocean, 112. Ao chegar ao local,o s policiais se depararam com uma cena horrível: Toda a família, exceto o filho de 17 anos, Ronald DeFeo Jr., foi morta enquanto dormia. O próprio Ronald confessou os assassinatos, mas os atribuiu a vozes em sua cabeça que o comandavam e o induziam a matar.

Até hoje, Ronald alega que não matou ninguém por vontade própria e que amava sua família, mas os demônios que viviam na casa o obrigaram a fazê-lo. Verdade ou não, o caso é conhecido e comentado até hoje; dezenas de paranormais já visitaram a casa e afirmam que lá existem presenças muito malígnas as quais podem destruir você se não tiver muita força mental e fé para impedí-los.

EXEMPLO 3:

Explorando o horror da história, o escritor Jay Anson(1921 – 1980) escreveu “O Horror de Amityville”, suspense que viraria filme em 1979. A casa e sua história ainda seriam explorados em mais oito filmes, sendo o último (2005) um remake do primeiro.

As Fotos Malditas

As investigações continuavam e o fotografo da perícia tirava fotos da casa para análise de possíveis pistas. Ao revelar duas das fotos, ele ficou aterrorizado com o que viu: o fantasma de um menino o observava em ambas. Ao que parece, ele seria um dos filhos do casal DeFeo.

Opinião pessoal do autor do exemplo 3: Não sei vocês e nem sei se essas fotos são reais ou fake, mas o fato é que elas me intrigam. Não sou uma pessoa impressionável nem tenho medo de fantasmas, etc; porém, ao olhar para elas, não me sinto bem. Fico desconfortável, como se algo dissesse “não olhe” e isso acontece toda vez que me atrevo a encará-las. Além disso, ví outros possíveis “fantasmas” em várias fotos relacionadas com a casa ou a família DeFeo, o que não é normal. Tentarei pô-las no blog em breve.

Nota do DETETIVE DO IMPROVÁVEL: As fotos estao logo abaixo. Ao nosso ver, as fotos não possuem nada que levem a crer que sejam após a morte da família. Muitas fotos possuem olhos iluminados.  É bem possível que o próprio leitor tenha algumas assim de si próprio e ainda continue lendo nossa matéria estando vivo.

EXEMPLO 4:

Um bom filme de terror assusta até os mais céticos dos espectadores – mesmo que a fórmula esteja um pouco batida. Em último caso, existe uma pequena frase que faz toda a diferença e garante que os que assistem vão tremer de medo: “baseado em uma história real”.

Recentemente, foi lançado mais um filme sobre uma das casas assombradas mais famosas dos Estados Unidos. Amityville: O Despertar não foi bem de crítica, mas a história original, contada com seus exageros em O Horror em Amityville (2005), é realmente macabra.

Amityville é uma pequena cidade nos Estados Unidos, localizada a alguns quilômetros de Nova York. Hoje ela é conhecida pela casa assombrada e história que leva o nome da cidade, mas no início da década de 70, ela ainda era um pedacinho do meio do nada no mapa americano.

Em 1975, os recém-casados George e Kathy Lutz se mudaram com os filhos para o número 112 da Ocean Avenue. Eles aproveitaram a chance de uma vida comprando a residência num valor muito abaixo do mercado, considerando seu tamanho, com piscina e até casa de barcos. Tudo parecia maravilhoso. A nova família, formada pelo casal e os filhos de Kathy de um casamento anterior, Daniel, de nove anos, Christopher, de sete, e Melissa de cinco, mais seu grande cachorro – uma mistura de malamute e labrador -, Harry, poderia crescer e viver feliz ali.

Um dia antes da mudança, o Padre Ralph J. Pecoraro, visitou a casa para benzê-la. Foi nesse momento que acontecimentos estranhos começaram: bastou um pouco de água benta para o Padre escutar uma voz profunda, masculina, ordenando que ele saísse da casa.

A partir daí, cada dia na casa representava uma nova descoberta bizarra e inexplicável. No começo, eram coisas pequenas: a família inteira sentia cheiros estranhos e desagradáveis em alguns ambientes, e certas partes da casa eram muito geladas em lugares que não possuíam corrente de vento. Muitas moscas invadiam a casa, mesmo durante o inverno. Em uma ocasião, quando estava sozinha, Kathy escutou uma janela sendo aberta e fechada novamente em seu quarto de costura.

Tudo isso poderia ser atribuído à família ainda não estar acostumada com a casa, certo? As coisas começaram a piorar quando Missy, apelido de Melissa, começou a falar sobre seu amigo imaginário. Seu “amiguinho” se chamava Jodie e, de acordo com os desenhos feitos pela menina, era uma criatura parecida com um porco, com olhos vermelhos e brilhantes.

Na noite de natal do mesmo ano, George estava trancando a casa de barcos e olhou para o resto da residência. Em uma das janelas, viu Missy e Jodie atrás da menina. Quando subiu correndo, encontrou-a dormindo na própria cama, com a cadeira de balanço ao seu lado se mexendo para frente e para trás cadenciadamente. De acordo com o casal, eles também presenciaram gosma verde descendo pelas paredes e fechadura do quarto de brincar – mais nojento que assustador, na verdade.

Todas as noites, George acordava exatamente às 03h15 da manhã. Mais tarde, ele descobriria a razão: fora neste horário que, mais de um ano antes, um jovem havia matado toda a sua família naquele mesmo local.

Na noite de 13 de novembro de 1974, o mais velho dos cinco irmãos, Ronald DeFeo Jr., na época com 23 anos, usou um rifle Martin calibre .35 para matar sua família enquanto esses dormiam.

Durante seu julgamento, Ronald e seu advogado William Weber atestaram insanidade – de acordo com eles, o jovem ouvia vozes que frequentemente o mandavam matar a família. No fim, juiz e júri não compraram a história, e ele foi condenado.

Apenas 28 dias depois da mudança, os Lutz fizeram suas malas e fugiram da casa e tudo o que ela representava.

Os Lutz

A questão é que quando os Lutz compraram a 112 Ocean Avenue, eles tinham plena consciência do que havia acontecido ali – inclusive, por esse motivo que a residência era tão barata. Só não faziam a menor ideia de que a alegação de Ronald, seria a primeira de muitas de caráter sobrenatural feitas sobre a casa, diretamente seguida das histórias horríveis que eles mesmos contariam.

Ou será que fariam? Em 2002, muitos anos depois do assassinato, Ronald voltou atrás em sua história sobre ouvir vozes. De acordo com ele, tudo que a família Lutz disse ter vivido em Amityville era uma mentira – um conto fabricado para conseguir muito dinheiro. De certa forma, deu certo: essas experiências fizeram com que a cidade fosse permanentemente marcada na história do terror, representada em livros, filmes e documentários.

Análise final do DETETIVE DO IMPROVÁVEL:

Ao nosso ver, a tragédia familiar não bastou para algumas pessoas se verem obrigadas a consultar a própria consciência antes de tirar algum proveito do horror ocorrido. A única desculpa que poderia ser considerada para os Lutz é que estivessem , realmente, acreditando no que viam e ouviam, por influência do que já sabiam sobre a casa. Mas, a declaração do advogado de Butch faz  até mesmo essa possibilidade cair por terra, deixando os aproveitadores quase sem argumento de defesa. Apesar de isso ser público, sempre que um mistério se aproxima de seus fim, os seus admiradores insistem em manter sua existência através de dúvidas e informações exageradas e inventadas.  Seria muito bom mesmo para a humanidade se ela precisasse de entidades sobrenaturais malignas para ter coragem de realizar todas as suas crueldades e loucuras. Talvez as pessoas precisem continuar crendo que demônios fizeram um filho matar seus irmãos e pais. Dessa forma, elas conseguem isolar essa pessoa delas próprias, se sentido diferente, e de alguma forma, protegidas de cometerem uma barbaridade de igual tamanho…

Veja o vídeo que publicamos em nosso canal do Youtube sobre o tema. ASSISTA O VÍDEO AQUI.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *