22 de março de 2019

O Mistério de Puma Punku

O complexo de Puma Punku é feito de esplanadas, templos e monumentos, formados com pedra do estilo megalítico. O sítio principal possui 789 metros de comprimento por 485 metros de largura. A borda oeste de Puma Punku é ocupada pela “Plataforma Lítica”, um terraço de pedra de 25,8 de extensão. Este terraço é pavimentado com múltiplos blocos de enormes pedras. A Plataforma Lítica contém a maior pedra encontrada em todo o sítio arqueológico de Puma Punku e Tiwanaku. Baseado nas propriedades da rocha da qual foi extraída, é estimado que essa única pedra tenha 131 toneladas métricas. O núcleo das construções em Puma Punku consiste de argila, enquanto o acabamento consiste de areia e pedregulhos. Escavações no sítio de Puma Punku documentaram a existência de cinco épocas distintas de construção, além de pequenas reformas e remodelagens ocorridas em outras épocas.
Durante seu apogeu, acredita-se que Puma Punku era um local “incrívelmente maravilhoso”, adornado com placas de metal polido, cerâmicas de cores brilhantes e ornamentado com quadros e peles, frequentado por sacerdotes e pela elite, que vestiam-se com roupas cerimoniais e jóias exóticas. A compreensão da natureza deste complexo arqueológico ainda é limitada, devido à sua antiguidade, falta de provas escritas e o atual estado de elevada deterioração, tanto pelo desgaste natural mas também devida à depredação causada por visitantes e saqueadores.
Idade
Determinar a idade do complexo de Puma Punku tem sido o foco de pesquisadores desde a descoberta deste sítio arqueológico. O especialista andino, o professor de antropologia W. H. Isbell, determinou através de testes com rádio carbono que a construção da camada mais antiga ocorreu entre os anos de 535 a 600 a.C.
Sendo assim, desconhecendo quem pode ter sido, há que estudar o corte da pedra para determinar que ferramenta fez aquilo. Pesquisadores pegaram uma pedra de Puma Punku, e num laboratório fizeram um corte com laser num lado da pedra e um corte com disco de diamante em outro lado, colocaram no microscópio e observaram, simples né? O resultado é surpreendente. O corte a laser deixa a pedra vitrificada, por tanto foi descartado, já o corte com disco de diamante deixa a pedra polida, exatamente como a pedra de Puma Punku, porém com uma diferença, o disco deixa traços circulares que não existem no corte original. Conclusão, a pedra foi cortada com diamante ou similar porém usando uma técnica desconhecida, isto é um fato. Só por este argumento já podemos tirar conclusões. A pedra foi cortada com uma técnica “moderna”, que exige algum tipo de ferramenta altamente especializada que não existe hoje.
Falemos do transporte das pedras, arqueólogos recorreram à aquela explicação padrão, foram transportadas usando troncos de árvores. Só que pequeno detalhe, a 3500 metros de altura não cresce uma única árvore sequer. Mesmo que existissem, nem hoje seria tecnicamente possível transportar uma pedra de 131 toneladas por 90 quilômetros muito menos usando troncos de árvores, sem pensar ainda na questão de quanta mão de obra e por quanto tempo teria sido usada para fazer aquilo.
Ninguém sabe quem ou porque nem como construiriam tudo isso, alguns explicam pela teoria dos deuses astronautas, outros preferem a explicação de que as ruínas são muito mais antigas do que dizem, talvez de mais de 10 mil anos e que teriam sido construídas por outra civilização muito avançada que fora destruída por um cataclismo global, veja bem, as ruínas de Puma Punku estão esparramadas como se uma criança gigante tivesse se cansado de brincar com seus blocos de lego.
Como já dito, no topo do altiplano boliviano, ao sul do lago Titicaca e do antigo complexo de Tiahuanaco, encontramos as antigas ruínas de Puma Punku.
Acredita-se que Puma Punku tenha sido erguido pela antiga cultura Tiwanaku na era do bronze, entre 1.000 e 2.000 anos atrás. O antigo local abriga algumas das estruturas de pedra mais fascinantes da superfície do planeta.
Envolta em mistério, o sítio arqueológico de Puma Punku é uma das maiores dores de cabeça dos arqueólogos que não conseguem explicar como as antigas culturas cortaram e moldaram pedras de granito com precisão incrível, transportaram blocos de pedras que pesam mais de 50 toneladas e colocou-os em posição como um quebra-cabeça, de modo que nem uma única folha de papel possa se encaixar entre eles. Mas se isso não fosse um mistério, há ainda aquela pequena anomalia magnética presente em Puma Punku.
Acredita-se que as pedras em Puma Punku foram extraídas pela cultura Tiwanaku no Cerro Khapia, localizado a 70 quilômetros de distância.
A questão que surge aqui é… como os antigos conseguiram transportar esses enormes blocos de pedra, com dezenas de toneladas de peso, através de 70 quilômetros desde sua pedreira até Puma Punku?
A anomalia magnética
Esta característica misteriosa que faz Puma Punku ainda mais estranho foi descoberto pelo pesquisador e autor Brien Foerster.
    
Em um vídeo publicado em sua conta do YouTube, Brien Foerster nos leva em uma viagem ao Altiplano boliviano, onde ele passa por Puma Punku e nos mostra como certas rochas no local – as Pedras Cinzentas da Puma Punku – exibem anomalias magnéticas.
Essas características curiosas foram completamente ignoradas por pesquisadores que estudaram Puma Punku no passado.
Do lado dos céticos, existem argumentos que falam que o material das rochas seria mais maleável do que se fala, sendo tudo que ali é visto, feito com instrumentos antigos da época e polidos com areia. Existem inclusive fotos com pedras inacabadas, com marcas de machados rústicos, prestes a serem polidas pela técnica da areia. O aspecto de Puma Punku está todo desfeito e espalhado é justificado pelos inúmeros saques de pedras e outros materiais que foi o local sofrendo ao longo dos séculos.
E vc? Acha que pode explicar Puma Punku?
Veja mais detalhes em nosso vídeo clicando AQUI.

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