12 de abril de 2019

A pedra com pés

Um dos pontos que testemunha eras esquecidas e não reconhecidas pelos nossos historiadores oficiais de hoje encontra-se na França, mais precisamente, em Savoie. Expedições, ainda no XIX,  encontraram incríveis manifestações da presença de algum tipo de cultura desconhecida.  Feitos nas rochas dispersas pelos campos foram encontrados poços, bacias, e pinturas rupestres. Muitas das chamadas “taças de pedra” foram catalogadas, em 1878, por Louis Revon, nas regiões de  Hautr-Savoie,  Florimond Truchet e Maurienne. Entretanto, a mais curiosa delas, sem sombra de duvidas, seria  a de um pedra que possui misteriosas pegadas e mãos cravadas em sua superfície. Existem oito mãos e 250 pés em baixo relevo em inúmeras pedras da região, geralmente agrupadas em uma única rocha por região. Se apresentam, curiosamente, por vezes na profundia de 25 mm, ou um pouco menos profundo, ou simplesmente como se tivessem  deixado o contorno dos pés que serviram de modelo. Muitos estão em pares, mas, também podem ser visto como pés isolados sejam esquerdo ou direito. Claramente, se tratam de pés menores do que de um adulto da atualidade que tenha habitado a região na história conhecida. Alguns desses misteriosos registros ainda apresentam outra peculiaridade. Alguns pares apresentam depressões arredondadas, como um pires ou um prato, escavado na pedra, ao seu lado. Nos pés que estão registrados somente as linhas que formam seu contorno, comumente encontramos um espécies de cinta ou linha marcando o calcanhares. Entre esses monumentos, se destacam duas grandes pedras em Thyl. Uma delas apresentam em sua superfície 62 pés ou pegadas, sendo que 12 delas estão aos  pares.  A outra de aspecto  também maior que as outras encontradas, está em Pisselerand Lanslevillard, apresentando 82 pés ou pegadas, incluindo 35 pares.  Ao compara-las entre si e com as demais  da região, há algo que sugere uma maior importância a essas duas, seja por se encontrar numa posição “dominante” ou de destaque em relação as outras.

Não há mais registro dessa cultura que de tão antiga, poderia remontar ao Neolítico, dificultando criar teorias ou hipóteses a cerca do motivo pelo qual que esse povo construiu ou resolveu registrar suas pegadas na eternidade da rocha. Se voltarmos a considerar o tamanho das pegadas, considerando que são de pés adultos, seria uma prova que  já existiu uma raça muito pequena habitando essa região da Europa e que desapareceu completamente. Ou, melhor ainda, se forem pegadas das crianças ou adolescentes desse povo, poderiam, ao se tornarem adultas, passar a ter uma estatura compatível aos europeus modernos, sendo portanto, facilmente possível que as rochas tenham um dia sido um local religioso, sagrado e iniciático de um religião perdida.

A orientação global para o leste da “Pedra com pegadas” de Lanslevillard levou alguns autores a concluir que seriam vestígios de um culto ao sol nascente. Um exame estatístico recente da orientação de todas as pegadas parece atribuir essas manifestações a um culto, no sentido mais amplo da palavra, com o objetivo de obter sua proteção ou sua clemência. Poderia ser um dos aspectos do culto da natureza que aparece nos conceitos espirituais das populações proto-históricas, especialmente na Idade do Ferro.

Na região de Lanslevillard, ainda se pode encontrar nas pedras figuras humanas com  1,20 m a 1,50 m de comprimento. Tambem, figuras de ferramentas ( que só foram encontradas em uma laje, a pedra Linchaplour perto da aldeia de Lanslevillard. Há um grupo de dois golfinhos, ferramentas de carpinteiro e outro grupo de ferramentas de metal alongadas, acompanhadas por um fole que evoca a arte da ferraria. Esta laje que apresenta essas ultimas representações é também um bom exemplo dos temas de serpente e de répteis encontradas em várias culturas do mundo.
Ha misteriosas marcas como essa em todo o mundo, como por exemplo, O casos de degraus cortados na rocha para o acesso à base de uma montanha,  em Sigiriya, Ceilão Sri Lanka, ou seja do outro lado do mundo em relação a  Lanslevillard. O propósito desses degraus também está perdido.

Sobre o que todos esses achados representaram para o povo que os construiu, teremos que sempre considerar que, já que são tudo o que restou de uma misteriosa cultura antiga, toda conclusão e interpretação de seu significado partirão da nossa mente atual e moderna. Não sabemos como esse povo interpretava o mundo que existia ao seu redor, o que pensavam sobre a vida, a morte. A arqueologia oficial parece não considerar tais aspectos determinando interpretações dogmáticas e inquestionáveis. Vejam por exemplo, o céu noturno cheio de estrelas. Tentem dar formas as constelações, ligando em retas umas estrelas às outras circunvizinhas.  Você poderá criar constelações em forma de um avião a jato, ou de um telefone celular, ou de qualquer outra coisa moderna e contemporânea ao seu tempo. Ao mesmo tempo, poderá achar um absurdo ao constatar como os antigos criaram os contornos de um cão na constelação de cão maior, ou de um guerreiro na belíssima constelação de Órion. Então, tendo em vista essa influencia e forma de pensar e organizar padrões tão característicos da mente humana, temos que reconhecer a grande limitação de dados que nos impede de uma melhor aproximação do que é de fato uma prova histórica. Caso contrário, tudo pode ser considerado para estudo. Dessa forma, nos afastamos da intolerância científica e, evidentemente, da verdadeira ignorância.

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