5 de julho de 2019

Cavaleiro Negro, Satélite Alienígena

Cavaleiro Negro (em inglês: Black Knight) seria um suposto satélite artificial reivindicado por alguns teóricos da conspiração como sendo um objeto de aproximadamente 13.000 anos de idade de origem extraterrestre e que orbita a Terra em uma órbita quase polar. Críticos e acadêmicos têm classificado o “Cavaleiro Negro” como uma teoria da conspiração e uma lenda urbana que combina várias histórias não relacionadas. Uma foto da NASA de 1998, que alguns dizem mostrar o satélite “Black Knight”, na verdade é um cobertor térmico perdido após uma atividade extraveicular durante a missão STS-88.
A humanidade vem lançando satélites em órbita há décadas, e atualmente existem milhares deles sobre as nossas cabeças. Muitos estão focados nas telecomunicações, outros na realização de mapeamentos e estudos científicos. Alguns inclusive são visíveis aqui da superfície, e também não é nenhuma novidade que diversos dispositivos são empregados para fins militares em missões secretas.

No entanto, existe um suposto satélite chamado “Black Knight” — ou Cavaleiro Negro, em tradução livre — que seria de origem extraterrestre e estaria em órbita no nosso planeta há 13 mil anos. E mais: segundo a lenda, os sinais transmitidos pelo dispositivo seriam, na verdade, uma espécie de mapa galáctico enviado por seres extraterrestres.
De acordo com o que se sabe sobre o Black Knight, o mito começa em 1899 com Nikola Tesla, quando o cientista interceptou sinais rítmicos através de um dispositivo que ele construiu. Na época, Tesla teria dito publicamente que acreditava que o sinal era proveniente do espaço e que havia sido enviado por uma civilização alienígena — potencialmente pelos habitantes de Marte.

Em 1920, operadores de rádio teriam captado o mesmo sinal estranho e, mais tarde, em 1928, cientistas realizando experimentos com transmissões de ondas curtas em Oslo, na Noruega, também teriam registrado o sinal. Em 1954, alguns jornais — incluindo o St. Louis Post Dispatch e o San Francisco Examiner — chegaram a publicar um suposto anúncio feito pela Força Aérea dos EUA sobre a descoberta de dois satélites em órbita ao redor da Terra.

Contudo, o mais intrigante é que, quando o anúncio foi feito, nenhuma nação do planeta havia lançado satélites em órbita ainda — o primeiro foi o Sputnik 1 em 1957, marcando o início da corrida espacial durante a Guerra Fria. Aliás, segundo os relatos, o Black Knight apresenta uma órbita polar, e satélites com esse tipo de trajetória só começaram a ser lançados na década de 60.

Avistamentos
Em 1960, tanto soviéticos quanto norte-americanos já tinham lançado satélites em órbita. Contudo, analistas que trabalhavam para um programa de monitoramento por radar do governo dos EUA detectaram um objeto que, até onde se sabe, não pertencia a nenhum dos dois países. O dispositivo apresentava um período orbital de 104,5 minutos e sua órbita era bem excêntrica, com um apoastro de 1.728 quilômetros e um periastro de 216.

Na época, a Marinha norte-americana estava rastreando o fragmento de um satélite de reconhecimento do programa Corona que havia se perdido durante o lançamento em uma órbita semelhante. Mas, como as trajetórias não coincidiam exatamente, a teoria sobre o Black Knight persistiu. A Time chegou a publicar uma notícia semanas depois informando sobre a identificação do fragmento, mas a história sobre o objeto alienígena era mais interessante e ganhou mais notoriedade.

Depois, em 1963, o Black Knight teria sido avistado pelo astronauta Gordon Cooper durante sua 15ª órbita a bordo do Mercury 9, além de outras 100 testemunhas da NASA que acompanhavam a missão através de radares em uma base na Austrália. Nessa ocasião, a explicação oficial foi a de que, após problemas com os equipamentos eletrônicos do foguete, Cooper teria inalado muito CO2 e sofrido alucinações.

 

Dez anos mais tarde, em 1973, o escritor escocês Duncan Lunan resolveu descobrir a verdade sobre o misterioso satélite, e analisou os dados obtidos pelos cientistas noruegueses em 1928. Lunan chegou à conclusão de que os sinais, na verdade, formavam uma espécie de mapa estelar que apontava para Epsilon Boötis, uma estrela binária localizada na direção da Constelação de Bootes.

Segundo a teoria do escocês, os sinais estavam sendo transmitidos ao povo de Epsilon Boötis a partir de um objeto com quase 13 mil anos posicionado em um dos Pontos de Lagrange da Terra. E, para alimentar ainda mais história sobre o misterioso satélite, em 1998, durante o primeiro voo do Endeavour até a Estação Espacial Internacional, astronautas a bordo do ônibus espacial fizeram inúmeras fotos de um estranho objeto — as quais, por sinal, ficaram disponíveis no site da NASA por um bom tempo.

Segundo os mais céticos, apesar das diversas evidências que parecem apontar para a presença de um satélite de origem suspeita — que há quase 13 mil anos se encontra em órbita — ao redor do nosso planeta, a lenda sobre o Black Knight é resultado de uma série de histórias aleatórias. Na verdade, pense em diversas informações que foram “costuradas” para formar uma verdadeira colcha de retalhos.

A história sobre Nikola Tesla ter interceptado sinais anômalos oriundos do espaço é real, assim como o fato de o cientista acreditar que eles haviam sido enviados por alienígenas. Contudo, hoje os astrônomos acreditam que o que Tesla captou provavelmente foram sinais emitidos por pulsares — pequenas estrelas de nêutrons que possuem radiação eletromagnética e só foram descobertas no final da década de 60.
Com respeito às notícias sobre a detecção do objeto por radares norte-americanos nos anos 50, mais tarde essas informações foram associadas à promoção de um livro de ficção científica lançado pelo autor Donald Keyhoe, que era bem chegado a temas sobre ufologia.
Depois, na década de 60, quando rumores sobre o Black Knight voltaram a circular, os EUA e a União Soviética estavam em plena Guerra Fria. Portanto, se existissem projetos envolvendo espionagem por meio de satélites — e eles existiam —, nenhuma das duas nações admitiria.

Inclusive Duncan Lunan retirou suas afirmações após descobrir que havia feito sua análise com base em dados incorretos. Aliás, Lunan afirmou que jamais relacionou sua teoria com objetos não identificados em órbita ao redor da Terra. E, por último, com relação às fotos clicadas pelos astronautas da Endevour em 1998, os céticos apontam que, após uma análise mais cuidadosa, a conclusão é que o objeto não passa de um pedaço de lixo espacial.

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