12 de julho de 2019

O Triângulo do Dragão

O Mar do Diabo, Triângulo do Dragão ou do Pacífico é uma região do Pacífico ao redor da Ilha Miyake, cerca de 100 km ao sul de Tóquio. Um dos lados do triângulo pode estar na ilha de Guam. Apesar de o nome ser usado pelos pescadores japoneses, não aparece nas cartas náuticas.

Na cultura popular, especialmente nos Estados Unidos, acredita-se que o Mar do Picasso possa estar relacionado a viajar para outra dimensão de forma similar ao Triângulo das Bermudas, uma área onde barcos e aviões desaparecem sob circunstâncias misteriosas. Os japoneses, por outro lado, não consideram o Mar do Diabo como sendo mais misteriosa ou perigosa do que outras águas costeiras do Japão.

Entre os fenômenos reportados no Mar do Diabo estão as perdas de barcos e aviões (mais do que no Triângulo das Bermudas), numerosos navios fantasmas, barcos não-identificados, OSNIs (Objetos Submarinos Não-Identificados) e perdas de intervalos de tempo.
O escritor estadunidense  Charles Berlitz escreveu um livro chamado The Dragon’s Triangle (O Triângulo do Dragão, 1989). Segundo ele, o Triângulo do Dragão aparece como uma zona perigosa nos mapas japoneses. Também afirma que, nos anos de paz entre 1952 e 1954, o Japão perdeu cinco embarcações militares com um total de tripulação desaparecida que supera 700 pessoas. O governo japonês, a fim de saber o motivo da perda de barcos e pessoas, financiou uma embarcação de investigação tripulada com mais de 100 cientistas, para estudar o Mar do Diabo. Depois, a embarcação desapareceu com todos os cientistas, e o Japão declarou a área como zona perigosa.
Segundo a investigação de Larry Kusche, um autor “muito pretensioso” que afirma, nada mais, nada menos que, ter solucionado o famoso mistério do, semelhante, Triângulo das Bermudas, essas “embarcações militares” eram embarcações de pesca, e alguns deles se perderam fora do Mar do Diabo, tão longe como perto de Iwo Jima (1000 km ao sul do Japão). Também assinala que, naquela época, a cada ano se perdiam centenas de barcos de pesca ao redor do Japão.

 

A embarcação japonesa de investigação que Berlitz mencionou, chamado Kaiyo Maru nº 5, com uma tripulação de 31 pessoas a bordo (não 100), foi destruída por uma erupção em 24 de Setembro de 1952, em uma missão de investigação sobre a atividade de um vulcão submarino, o Myōjin-shō, a uns 300 km ao sul do Mar do Diabo. Alguns restos foram recuperados.

Há boatos inclusive que o avião do voo MH370 da Malásia tenha desaparecido no local, mas é pouco provável já que fica a muitas milhas de distância da última posição conhecida do avião da Malásia.
Há ainda várias superstições e lendas curiosas a respeito desse local misterioso relacionado ao folclore japonês.

 

A lenda do Dragão do Mar
Segundo, uma fábula japonesa, um homem idoso vivia em uma ilha japonesa na região do mar do diabo. Ele vivia totalmente sozinho, e levava uma vida tranquila e feliz. Um dia o pescador percebeu que não tinha mais a força da juventude para remar seu barco e pegar os peixes que faziam parte da sua alimentação diária.

Ele tentou pescar alguns peixes perto da costa, mas não havia nenhum. Ele estava prestes a desistir, quando viu uma névoa estranha e vermelha pairando sobre o seu barco. Desconfiado, ele resolveu ir em direção à névoa e para sua surpresa, a névoa de repente transformou-se em uma figura humana e falante.

Disse ao pescador: “Eu vivi nesta ilha por muitos anos, mas fui amaldiçoado por uma bruxa malvada, que me baniu da terra, do mar e dos céus. Desde então, tenho andado por aí, nem aqui nem lá. Eu gostaria de voltar a ser um pescador como antes mas para isso, precisarei do seu barco para me livrar da maldição. Em troca, fornecerei todos os peixes que você quiser e você nunca passará fome.”

O velho concordou, e entregou os remos do seu pequeno barco ao homem, porém ao fazer isso, o tal homem começou a crescer e crescer, transformando-se em um dragão.

O barco também aumentou de tamanho como num passe de mágica. O velho pescador bem que tentou pegar os remos de volta, mas já era tarde demais, o dragão sumiu em meio ao oceano, levando seu barco.

Apesar de tudo, o Dragão do Mar foi fiel à sua palavra, e trazia um grande número de peixes para a ilha, todas as manhãs, conforme tinha combinado com o velho pescador.

Porém, segundo a fábula o Dragão do Mar (ou Diabo do Mar) passou a aterrorizar aquelas águas, engolindo todas as embarcações que rondassem por ali.
Curiosamente, o Triângulo das Bermudas situa-se diretamente na mesma linha de latitude do triângulo do dragão, 35 graus, levando muitos pesquisadores a acreditar que exista um Buraco de minhoca, um tipo de túnel que poderia ligar o Triângulo das Bermudas com o Triângulo do Dragão, dando a entender que um dos dois triângulos serve como buraco negro e o outro como um buraco branco.

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