9 de agosto de 2019

Terra oca

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 A terra oca é um tema recorrente no folclore, na literatura de ficção científica e em teorias da conspiração atuais.
Terra oca é uma hipótese que propõe que o planeta Terra possua um interior vazio e habitável. Desde pelo menos o século XVIII que a comunidade científica rejeita esta noção. O conceito de terra oca é um tema recorrente no folclore e enquanto premissa da ficção subterrânea, um sub-genero do romance de aventura, de que é exemplo o clássico Viagem ao Centro da Terra. Na atualidade, é também um tema comum em teorias pseudocientíficas e teorias da conspiração.
Várias tribos nativas norte-americanas tinham tradições de que, ao se por, o Sol entrava em um buraco na Terra, se escondia em seu interior durante a noite, e saía do outro lado em um buraco oposto. O povo vivia, inicialmente, em baixo da terra, até que um jovem aventureiro escalou o buraco e, vendo que a superfície era rica e habitável, trouxe seu povo para habitá-la. Por influência dos índios, vários escritores dos Estados Unidos propuseram teorias de terra oca.
John Cleves Symmes propôs, em 10 de abril de 1818, em Saint Louis que a Terra era oca e habitável em seu interior, sendo formada por várias conchas esféricas concêntricas, com uma abertura no Polo de 12 ou 18 graus. Ele se dispôs a explorar esta abertura, mas não teve sucesso, nas duas vezes que pediu apoio ao Congresso dos Estados Unidos, em 1822 e 1823. Ele morreu em 1829, e em seu túmulo foi gravada uma imagem da terra oca, com a inscrição “Ele defendeu que a Terra é oca e habitável em seu interior”.
Em 1826, James McBride, usando o pseudônimo de Cidadão dos Estados Unidos, publicou o livro The Symmes Theory of Concentric Spheres, expondo a teoria de Symmes, com teses e provas. Todos os corpos celestes, desde o Sol até o menor dos meteoros, seriam compostos de esferas, relativamente sólidas e concêntricas, e abertas em seus polos. Cada esfera seria separada da seguinte por fluidos aéreos elásticos, e a iteração entre as esferas e os fluidos seria a causa da gravitação. A Terra seria formada por, pelo menos, cinco esferas, todas com uma atmosfera, abertas nos polos e habitáveis em ambas faces. As esferas interiores seriam iluminadas e teriam calor suficiente para permitir a vida animal e vegetal. A razão da Terra ser oca seria que quase todas estruturas naturais são ocas, desde as sementes de trigo, as penas das aves, os ossos dos animais, e os cabelos da cabeça. A evidência da abertura no Polo Norte seriam os testemunhos de baleeiros e pescadores, que avistam a migração de aves, animais e peixes vindos da zona polar norte; estes estariam vindo de uma região quente e habitável no interior da Terra.
Em 1870, Cyrus Reed Teed propôs sua teoria, chamada de Koreshan Cosmology. A superfície habitável da Terra, onde nós vivemos, não seria o exterior de uma esfera, mas seu interior. Todo o universo teria um diâmetro de 13.000 km  A concha da Terra, formada por metais e minerais, teria 160 km  de espessura. No centro desta esfera ficaria o “Sol Central”, em torno do qual todo o universo roda, em um período de 24 horas. A concha da esfera teria sete camadas metálicas, cinco minerais e cinco de estratos geológicos. A última camada seria de ouro, e além dela haveria o nada. Dentro da esfera, haveria três atmosferas, a primeira de oxigênio e nitrogênio, a segunda de hidrogênio e a terceira de “aboran”. Dentro desta, ficariam a esfera solar, a depois o núcleo estrelado. A Lua e os planetas seriam reflexos do Sol, através de discos de mercúrio na superfície da Terra. Os cometas seriam pequenos pedaços quebrados da esfera solar central. O Sol teria um diâmetro de 160 km, distante 1600 km da superície. Por esta teoria, energia é gerada pela destruição da matéria, e matéria pela destruição da energia. O dia e a noite seriam causados pelas três atmosferas.
Marshall B. Gardner, em 1913, escreveu A Journey to the Earth’s Interior, or Have the Poles Really Been Discovered. Por esta teoria, a Terra é uma concha esférica de 1300 km  de espessura, com seu centro de gravidade. No interior e no exterior desta esfera há terra e água, sendo a distribuição interior provavelmente o reverso da exterior. Aos oceanos da superfície, como o Atlântico e o Pacífico, correspondem enormes massas terrestres, talvez os continentes perdidos de Atlântida, Lemúria, Pan e Mu. Em cada eixo polar há aberturas de 2300 km  de diâmetro, pelas quais a água flui nas duas direções, e pelas quais seria possível marinheiros flutuar ou aviadores voar. Gardner cita versões dos exploradores da região Norte, que relatam fenômenos inexplicáveis. No interior da Terra haveria um segundo Sol, de 1000 km  de diâmetro, que teria sido produzido como o centro do redemoinho que formou a Terra pela hipótese nebular. Os demais planetas também seriam ocos, como Marte, e que umas luzes misteriosas que os astrônomos observaram a milhões de km do planeta seriam a luz do sol interior deste planeta. As auroras boreal e austral também seriam a luz do sol interior da Terra, refletida na atmosfera. No interior da Terra haveria um tesouro biológico, com as várias espécies da flora e da fauna, inclusive raças primitivas do homem, que migraram nos milhões de anos.
Histórias de ficção onde o heroi viaja ao mundo subterrâneo são bem antigas, por exemplo, Gilgamesh teria visitado seu antepassado Utnapishtim nas entranhas da Terra.  Na mitologia grega diz-se que Orfeu teria resgatado Eurídice desse mundo subterrâneo referido no livro de Dante Alighieri e nas obras de Edgar Allan Poe (Hans Pfaal e Ms. Found in a Bottle) e Jules Verne (Viagem ao Centro da Terra), e os faraós do Egipto teriam comunicado também com o mundo interior, onde desciam através de túneis secretos ocultos nas pirâmides. Os lamas tibetanos ou hindus budistas acreditam ainda que milhões de pessoas vivem em Agharta, um paraíso subterrâneo governado pelo Rei do Mundo.
A primeira história de ficção onde é retratrada uma terra oca está na obra de Luís, Barão de Holberg, escrita em 1742. Esta história é uma sátira social, chamada Jornada ao Mundo Subterrâneo.
Egdar Rice Burroughs faz Tarzan viajar para Pellucidar através de um zepelim, entrando na Terra através de um buraco no oceano, no Polo Norte. Ele também escreveu vários livros passados em Pellucidar: no terceiro livro, Tanar de Pellucidar, o explorador americano David Innes viaja a Pellucidar, onde os escravos humanos haviam se libertado dos seus mestres, os Mahars, mas tem que enfrentar os piratas Korsar.
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