27 de setembro de 2019

Objetos perdidos no tempo

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Este termo é raramente usado pela maioria dos historiadores ou cientistas. Seu uso é limitado em grande parte para criptozoologos e defensores daTeoria dos Antigos Astronautas ou criacionistas da Terra Jovem e entusiastas do paranormal. O termo é usado para descrever uma grande variedade de objetos, a partir de anomalias estudadas pela ciência convencional pela pseudoarqueologia longe de ser convencional, mesmo para objetos que tenham sido comprovadamente engodos ou têm explicações naturais.

Os críticos argumentam que os OOPART’s que não são enganos são o resultado de uma má interpretação, uma ilusão, ou uma crença equivocada de que uma determinada cultura não poderia ter criado um determinado artefato ou tecnologia, devido à falta de conhecimento ou de materiais para a época. Seguidores consideram os OOPARTSs como prova de que a ciência convencional está ignorando grandes áreas de conhecimento, seja voluntariamente ou por ignorância .

Muitos escritores e pesquisadores que questionam visões convencionais da história usaram os pressupostos OOPARTs na tentativa de reforçar seus argumentos. A ideia é que estas anomalias estão localizadas nos registros arqueológicos para desafiar os modelos científicos da evolução humana. Os OOPARTSs foram utilizados para apoiar as descrições religiosas da pré-história, as teorias dos astronautas antigos ou a existência de civilizações desaparecidas que possuíam o conhecimento e tecnologia mais avançada do que a nossa.

Alguns exemplo curiosos:

O pássaro de Sacara
Pássaro Sacara é um artefato em forma de pássaro feito de madeira de plátano, descoberto durante a escavação de 1898 do túmulo de Pa-di-Imen em Sacara, Egito. Foi datado de aproximadamente 200 a.C. e está agora abrigado no Museu de Antiguidades Egípcias no Cairo. O pássaro de Sacara tem uma envergadura de 180 mm e pesa 39,12 g. Sua finalidade não é compreendida por conta da falta de documentação do período.

Interpretação tradicional
Alguns acham que o pássaro Sacara pode ser um objeto cerimonial porque o falcão, o pássaro pelo qual o pássaro de Sacara foi modelado, é a forma mais comumente usada para representar vários dos deuses mais importantes da mitologia egípcia, mais notavelmente a divindade do falcão, Hórus, e a divindade do sol, Rá. Outros dizem que pode ter sido um brinquedo para uma criança da elite ou que poderia ter funcionado como um cata-vento. Alguns também especularam que pode ter sido usado como uma espécie de bumerangue, já que essa tecnologia era comum e bem conhecida no Egito Antigo, na forma de um bastão de arremesso usado para caçar aves aquáticas. Mas a hipótese mais provável é que esta ave ficava posicionada no mastro dos barcos sagrados usados durante o Festival de Opet. Relevos mostrando esses barcos são encontrados no templo de Quespisiquis, em Carnaque, e datam do Império Novo.

Interpretação proibida
Alguns sugeriram que a ave de Sacara pode representar evidência de que o conhecimento dos princípios da aviação já existia muitos séculos antes do que se acreditava. O médico, arqueólogo e parapsicólogo egípcio Khalil Messiha especula que os antigos egípcios desenvolveram a primeira aeronave.Apesar dessas alegações, no entanto, nenhum antigo avião egípcio jamais foi encontrado e nenhuma outra evidência sugere sua existência. Como resultado, a teoria de que o pássaro de Sacara é um modelo de uma máquina voadora não é aceita pelos egiptólogos tradicionais. Richard P. Hallion observa que o objeto é “muito pesado e instável para voar”.

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Artefatos quimbaya

Alguns dos artefatos quimbaya.
Os artefatos quimbaya são várias dúzias de objetos de ouro, encontrados na Colômbia, feitos pela cultura quimbaya, datados por volta de 1000 dC, alguns dos quais são interpretados por teóricos dos antigos astronautas como representações de aviões modernos e, portanto, sejam artefatos fora do lugar. O conjunto das figuras, medindo de 5 a 7,5 cm cada, são descritas na arqueologia tradicional como retratações de pássaros, lagartos, anfíbios, peixes e insetos comuns naquela região e período, alguns deles altamente estilizados, como os presentes do Museu do Ouro, em Bogotá.

Em 1994, os alemães Peter Belting e Conrad Lubbers criaram modelos em escala simplificada desses objetos e mostraram que seus modelos, que não possuem algumas características complicadas presentes nas figuras reais, poderiam voar.

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