4 de outubro de 2019

Menino Petrucio, um santo maceioense.

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Para os que gostam do mistério, mas que seja no sentido sagrado, ou melhor, no mistério da fé, vale a visita há cemitério popular que pode ser encontrado na mesma avenida que o cemitério da “mulher da capa preta”. Lá, cercado de homenagens humildes, ex-votos e outros símbolos de gratidão por graças alcançadas e milagres realizados, está o tumulo de um jovem, o “menino Petrúcio”.

Petrucio Correia nasceu no dia 3 de fevereiro de 1927 na Rua Ouro Preto no Farol, em Maceió. Era filho Francisco Aprígio Correia e de Maria Menezes Correia. Um casal humilde que tentava criar  e educar Petrucio e mais sete irmãos. Infelizmente o pai veio a falecer em 1935, oque, inevitavelmente, veio a desestruturar toda a família. Em vida, o pai alem de policial militar, também vendia verduras no mercado.

O pior ainda estava por vir, e nos meses e anos posteriores, um doença foi se alastrando e matando os filhos da já sofrida família.. Um  a um, foram falecendo, até que sobraram de filhos somente Petrucio e dois irmãos. A mãe desesperada, por nome de Maria, mas, também muito conhecida como Dona Maroca, buscou ajuda na chamada Casa do Pobre, onde pediu guarida na instituição da Arquidiocese que ainda se chamava Colônia de Mendigos.

Nesse novo ambiente, Petrucio, como a sua mãe, mantinha uma atitude predominantemente tímida, mantendo e se focando em seus estudos e auxiliando ajudava as freiras na jardinagem. Nas horas vagas, gostava de jogar futebol com os outros órfãos que chegavam a algumas dezenas, na época..

Petrucio mostrou uma boa adaptação, evoluindo muito no estudo e devoção religiosa, participando da comunhão  e se confessando às quartas-feiras. Devoto de Nossa Senhora, era diretor do Apostolado da Oração sendo um líder em sua comunidade.O monsenhor Antônio reconheceu cedo o interesse e dedicação do menino, chegando a o batizar. Suas atitudes passaram a ser admiradas pelos religiosos, Por exemplo, quando certa vez, lhe foi solicitado por uma madre que fizesse umas compras no centro de Maceió, e ao voltar todos suado, justificou que economizou o valor do transporte para que sua mãe pudesse comprar açúcar.

Um dia, o jovem caiu doente sentindo fortes dores no intestino e apresentando muita febre. Mandaram que ficasse em repouso, mas, Petrucio disse que  “com febre não se brinca”, solicitando  que um padre lhe desse os últimos sacramentos. Uma irmã sobrevivente já trabalhava como enfermeira e vendo melhora no menino, o perguntou brincando se ele queria ficar bom ou ir para o céu. Ele rindo respondeu que, com certeza, preferiria ir par ao céu, mas, não queria deixar a mãe sozinha. Seu quadro voltou a piorar e os presente resolveram chamar o padre Medeiros Neto(há depoimentos indicando que foi o monsenhor Antônio Valente) para fazer a confissão e lhe dar o último sacramento. Pela conversa que tiveram, o padre teria dito: “Confessei um santo!”.

Infelizmente, Petrúcio veio a falecer na tarde do dia 24 de abril de 1938 de febre tifoide, como registrou o médico J. Vasconcelos no atestado de óbito. Tinha 11 anos de idade. O menino já era considerado santo, e muitos compareceram ao seu enterro.

Mas, onde estariam as manifestações sobrenaturais? A primeira delas teria sido a premonição da própria morte. Os relatos dos que estavam presentes no leito de morte de Petrúcio, o ouviram falar que uma mulher surgira em uma visão dizendo que viria busca-lo as 15 horas e que isso, precisamente, aconteceu. Esse foi o momento de sua morte. Lógico que a famosa dedicação do menino a religião contribuiu com a imagem de santo, assim como o claro amor e preocupação que tinha com sua mãe. Ele também teria questionado coma mulher que o iria levar para o céu como ficaria sua mãe após sua morte. A mulher teria dito que não lhe faltaria nada. Isso também virou um fato. Após a morte do filho, a mãe passou a receber tantas doações que logo teve condições de comprar uma casa própria(que até hoje fica na Avenida Cabo Reis). Pessoas começaram a testemunhas graças e curas alcançadas, sendo uma delas sua própria irmã que foi curada após sua mãe pedir a Petrucio, no céu, que ajudasse a irmã doente.

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O folclorista Luís da Câmara Cascudo avaliou a sua dedicação à religião como uma “impressionante precocidade religiosa e caritativa. É o Guy de Fontgalland brasileiro. Logo após a sua morte, o seu túmulo no Cemitério de São José, no Trapiche da Barra, em Maceió, passou a ser procurado principalmente pela população mais pobre, que acendia velas para ele, deixando também placas e ex-votos em agradecimento por graças alcançadas. Logo após a sua morte, o seu túmulo no Cemitério de São José, no Trapiche da Barra, em Maceió, passou a ser procurado principalmente pela população mais pobre, que acendia velas para ele, deixando também placas e ex-votos em agradecimento por graças alcançadas.

O tumulo do santo maceioense está no cemitério publico de São José , no bairro do Prado, aberto a visitação. Vale realmente a visita.

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