15 de novembro de 2019

A Pedra da Gávea

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Um dos pontos mais exuberantes e curiosos da cidade do Rio de Janeiro é, sem dúvida, a  Pedra da Gávea. Parte de um gigantesco conjunto de montanhas que preenche a cidade, a formação possui um gigantesco rosto de um homem de barbas longas, que estaria cercado de centenas de outros sinais e inscrições. Sua fama já envolveu em muitas derivações do estudo do chamado “realismo fantástico”. A Pedra da Gávea é palco de desaparecimentos misteriosos, cultos desconhecidos, avistamentos ufológicos, portais para outros mundos, rochas cortadas como se fossem a laser, encontros com criaturas magicas e muitos outros mistérios.

Até mesmo alguns artistas famosos, já utilizaram a Pedra da Gávea como cenário de suas obras. Em um de seus livros o escritor Paulo Coelho descreve um ritual realizado por ele no topo da esfinge barbada que a rocha forma. Roberto Carlos fez um filme que muitas cenas se passam no local, envolvendo a busca de um diamante cor-de-rosa.

Deve ser destacado que para muitos a Pedra da Gávea representa apenas um parte de outra gigantesca estátua formada por todo o conjunto das montanhas cariocas, sendo a Pedra da gávea sua cabeça e o morro do Pão de Açúcar seus pés. Existe até mesmo um passeio de barco pelo litoral para se observar a formação. Ela também esteve presente no já citado filme do cantor Roberto Carlos. Se pode ler uma criativa interpretação lendária sobre sua origem no livro infantil de Joel Rufino dos Santos intitulado “O curumim que virou gigante”.

Já para os estudiosos da arqueologia proibida, a coisa seria muita mais complexa e antiga. E as interpretações são muitas. Para os defensores da teoria da Terra oca, a Pedra da Gávea seria um dos portões para a mítica Agartha, um reino mágico subterrâneo ou em outra dimensão. Existia, realmente, na rocha bruta, um local de formato quadrangular, onde muitos afirmavam que , em determinado momento, o portal era aberto, se revelando a entrada para o outro mundo.

Em muitos sites e livros que envolve o tema da Pedra da Gávea existem fotos com seus detalhes. Há até meso fotos de criaturas medonhas fotografadas entre a vegetação presente na região. A pedra possui muitos detalhes como os olhos, o nariz, a longa barba, orifícios laterais na altura dos ouvidos, e até mesmo um espécie de elmo ou capacete. Interessante destacar que a “cabeça” é dividida do restante do topo da montanha, sendo inclusive de tipos de rocha diferentes. Em um dos cantos de sua cabeça, muitos descrevem estranhas inscrições. Lembremos que todo esse magnifico mistério esta situado a 847 metros de altura.

O conhecido professor chamado Bernardo da Silva Ramos foi o primeiro  estudioso a tentar reconhecer e traduzir os inscritos  encontrados na esfinge da Gávea. Ele defendia, que o Brasil era cheio de registros em forma de inscrições de povos antigos como os fenícios, árabes, gregos e alguns povos do extremo oriente, como os chineses. Para o professor, a mensagem escrita na montanha carioca está no alfabeto fenício e , sendo lida da direita pra esquerda diz:

“Tyro Phenicia Badezir Primogênito de Jethbaal”.

O original seria escrito dessa forma:

“LAABHTEJ BAR RIZDAB NAISINEOF RUZT”.

Jeth-Baal ou Yet-Baal, historicamente, é uma referencia a a dois irmãos “gêmeos”, filhos mais velhos de Badezir, um rei fenício que viveu em 856 antes de Cristo. Essa tradução seria, então, um prova de um registro da passagem dos Fenícios na costa do rio de Janeiro da antiguidade, e revelaria também, a identidade da face com uma barba longa que contempla o interior do continente. Para alguns, ali seria até mesmo sua tumba perdida.

A partir dessas afirmações surgiu a ideia do local ser a tumba do fenício citado na mensagem na pedra. Seu o anônimo rosto o seu busto, sendo aquele homem barbado o mesmo personagem. A versão ganhou mais força quando Robert Frank Marx, um arqueólogo americano interessado em descobrir indícios de navegação pré-colombiana no Brasil, iniciou em 1982 uma série de mergulhos na baía da Guanabara à procura de restos de barcos antigos, chegando a encontrar ânforas (vasos) e outras peças fenícias. Tal descoberta somente foi dada como oficial em 1978, sendo revelada durante a conferência do Museu da Marinha, pelo presidente da Associação Profissional de Atividades Subaquáticas, Raul Cerqueira. O mergulhador que participou das descobertas foi José Roberto Teixeira, membro da associação que ficou com uma ânfora e entregou as outras à Marinha. O cabo José Tadeu Cabral, que tem mestrado em Arqueologia Pré-Histórica e trabalha no Museu da Marinha, disse que as peças, estão guardadas pelo Governo brasileiro, em um local sigiloso. Tal notícia pode ser levantada  à cerca de sua veracidade no jornal  “O GLOBO”, de 23 de setembro de 1982.

Porém, existem mais teorias. Existem os que defendem que a esfinge da Gávea é de origem egípcia, sendo o sarcófago, em posição horizontal, mais facilmente percebido se o observador  estudar a montanha  do angulo de quem está indo em direção ao túnel Dois Irmãos, perto da PUC e Planetário do Rio. Diferente dos Fenícios, entretanto, o povo do Egito antigo, não tinham a fama de navegadores na profissionalidade  do povo de Sídon e Tiro.

Quando queremos aprofundar os mistérios da Pedra da Gávea temos que considerar tudo que está envolvido e estudado a seu respeito. Os fatos curiosos são inúmeros. Temos que observar como as pedras enormes no topo da cabeça que se parecem com uma coroa ou capacete.  Há uma especie de Dólmen na parte sudoeste, com algumas misteriosas gravuras. No ponto culminante se encontra uma pequena pirâmide feita de um único bloco de pedra no topo da cabeça; e algumas outras inscrições se parecem com cobras, raios de sol e outras coisas, localizadas em todo o topo da montanha. Estão lá também, as pedras cortadas em linha reta, ou ao meio, etc. Todos esses registros foram observados, e estudados pela maior autoridade no Brasil do chamado Realismo Fantástico, o escritor carioca Sérgio O. Russo, que esteve pessoalmente  no topo da esfinge, e fez sobrevoos na região. Ele defende que tudo seria ainda mais antigo. Mais antigo que os fenícios e suas viagens pelos mares. Eles  relaciona o rosto da pedra da Gávea a outras esculturas enigmáticas que estariam em toda a capital carioca, como o gigante deitado do Morro do Corcovado. Alguns cariocas, inocentes ao enigma, já viram a formação e a chamam de “anjo”. O Pão de Açúcar, que teria muitos símbolos antigos, possui uma face que lembra um faraó, e a inegável ave que se observa na grande pedra que compõe o Pão de Açúcar, muito semelhante ao hieróglifo egípcio em forma de uma “íbis”. Para Sérgio O. Russo, o enigma estaria relacionado aos muitos relatos de avistamentos de discos voadores na Pedra da Gávea, e até mesmo, o desaparecimento de pessoas e do monomotor PT-KHK, que jamais foi encontrado. Todos esses, e mais detalhes dos incríveis estudos do autor, podem ser lidos em vários de seus livros publicados pela Editora Ediouro. Existe, entretanto, a obra intitulada “Esfinge”, em forma de E-Book gratuito, facilmente encontrada clicando aqui: Sergio o. Russo – Esfinge! que é, sem dúvidas, a maior obra de Sérgio O. Russo sobre o tema da Esfinge da Gávea.

Ao tomar conhecimento destas informações sobre um dos mais belos locais do Rio de Janeiro, é fácil ter vontade de se organizar uma expedição ao local. Porém, um local que merecia já ser um Parque para visitações, como vemos em outros locais do mundo, não oferece nenhuma estrutura para um visitante desavisado. A região e a subida até o topo da da Pedra da Gávea tem inúmeros perigos. Penosamente, o maior deles não tem nada a ver com as forças telúricas misteriosas, mas, sim com a violência dos assaltos na região.

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