24 de janeiro de 2020

O Caso Barroso

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No dia 3 de abril de 1976, o senhor Luis Barroso Fernandes atrelou sua charrete, despediu-se de sua esposa e seguiu viagem, ainda na escuridão da madrugada. Após percorrer um trecho de alguns quilômetros, Barroso relatou que ouviu um zumbido semelhante ao de um enxame de abelhas. Ele olhou para trás, não viu nada e resolveu continuar sua viagem. Repentinamente, um objeto voador, de aproximadamente 3 metros de diâmetro posicionou-se acima dele. Assustado, Barroso puxou as rédeas e parou para observar o estranho aparelho que lentamente descia à sua frente. Nesse momento, o animal andou para trás, aparentemente assustado com a presença do objeto. Repentinamente, o aparelho emitiu um facho de luz que atingiu o animal e seu dono, que imediatamente ficam paralisados.

Segundo ele, do aparelho abriu-se uma porta, por onde saíram dois pequenos seres. Um deles segurava um objeto semelhante à uma lanterna, com a qual apontou e disparou um feixe de luz que atingiu Luis no rosto. Com isso, imediatamente perdeu a consciência. Ao voltar à si, ele percebeu que estava distante do local onde havia parado a charrete. Sentia-se tonto, trêmulo e um ardor no rosto. Sentia também dificuldades respiratórias e intensa dor de cabeça. O lado esquerdo de seu corpo encontrava-se avermelhado, além de sentir uma dificuldade em realizar movimentos para colocar a charrete em movimento.

Pouco depois, um vaqueiro passou pela região e percebeu que Luis Barroso não estava bem e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Ele pediu que o vaqueiro o levasse para casa onde, ao chegar, narrou sua extraordinária experiência. Ainda sentindo mal, em decorrência do contato, ele pediu à sua esposa que o levasse para ser examinado pelo Dr. Antônio Moreira Magalhães, um dos mais conceituados médicos da cidade. Ele ouviu atentamente o relato de Luis Barroso e embora não acreditasse em discos voadores na época, considerou que algo muito sério deve ter ocorrido ao sitiante. Ele registrou todas as informações no prontuário de atendimento e receitou-lhe um antialérgico, um calmante e repouso absoluto.

Entretanto, a vida de Luis Barroso nunca mais seria a mesma. Poucos dias após o contato, seus cabelos ficaram grisalhos. Ele apresentou quadro de impotência e em alguns momentos ficava ausente, confuso. Ele sentia muita indisposição e  tinha lapsos de memória, causando apreensão em sua família. Diante disso, eles levaram Barroso para uma nova consulta com o Dr. Magalhães. Ele o atendeu e tentou tratar o protagonista do caso, em vão. Nos dias seguintes, os sintomas se intensificaram, surpreendendo o experiente médico que encaminhou o paciente para a capital, em Fortaleza, onde poderia ser melhor atendido. Na ficha de encaminhamento, no prontuário do INPS, ele incluiu o relato de Luis Barroso, inclusive citando textualmente que ele “fôra sequestrado por um disco voador”.

Em Fortaleza, ele foi atendido por médicos com formação em Neurologia e Psiquiatria. Diante do prontuário, criticaram o conteúdo envolvendo o relato de Luis Barroso e o posicionamento do médico por ter acreditado na história e atribuíram o fato à um problema psíquico comum. No período que se seguiu, os médicos não conseguiram um diagnóstico claro e preciso e o encaminharam de volta à Quixadá sem poder resolver seu problema. Apenas receitaram que ele ficasse afastado do trabalho. Com a crescente piora de Barroso, os familiares decidiram interná-lo em um hospital psiquiátrico de Fortaleza, onde foi atendido por 16 médicos especializados, que igualmente não conseguiram realizar um diagnóstico preciso.

O Dr. Magalhães também passou a acompanhar a saúde de Luis Barroso Fernandes, prestando toda a ajuda possível no âmbito da Medicina, de acordo com suas condições. Assim ele pôde verificar o agravamento do quadro, com o acúmulo de água no organismo do paciente, o surgimento de edemas, a piora no lapso de memória e uma crescente perda na habilidade locomotora. Novas tentativas de se esclarecer ou diagnosticar sua estranha doença foram realizadas, sem que se chegasse à uma conclusão. Na melhor descrição possível, Barroso demonstrava uma regressão mental, aparentemente irreversível. Com o tempo ele passou a agir como uma criança. Ao fim da vida, ele pronunciava apenas três palavras: Mamãe, dá e medo. Esta ultima ele sempre falava quando alguém batia uma fotografia com flash, evidenciando algum tipo de trauma com luz forte ou intensa.

Luis Barroso Fernandes faleceu em 1º de abril de 1993. Por ocasião de sua morte, ele tinha a pele suave como a de um bebê.

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