Close

quarta-feira, dezembro 2, 2020

Parapsicologia

É o fenômeno que consiste na combustão espontânea de objetos mediante a ação paranormal do Agente Psi. Quase sempre aparece nas manifestações de “poltergeist”. Simplificando, a parapirogenia é um caso reputado como parapsicológico de combustão espontânea, ou seja, a queima inexplicável de objetos ou pessoas. Algo ainda distante dos domínios das ciências oficiais que a desconhece.

Falando dessa forma parece se tratar de um fenômeno ligado ao espiritismo Kadercista somente.  Porém, para muitos, trata-se de um fenômeno privativo do universo religioso católico. Consistem, então,  na impressão de mãos humanas, a fogo, em madeiras, roupas, portas, livros, etc., e que os religiosos atribuem à ação das almas do Purgatório. Local, para o catolicismo, onde as almas se purificam através dos sofrimentos produzidos pelo fogo. A igreja já lida com o fenômeno há séculos. Em 1893, o Pe. Juoet, em Roma, fundou o “Museu das Almas do Purgatório” (como ficou conhecido em 1900), com a coleta de casos do gênero, cuja maioria esmagadora se referia aos dois séculos anteriores.

A Parapirogenia Projetiva ou Combustão Paranormal Espontânea, popularmente conhecida como Combustão Espontânea, é um fenômeno sem nenhuma causa aparente, muitas vezes confundido com obra assombração ou fenômeno paranormal. É um fenômeno estranho às ciências naturais, sendo objeto de estudo de ciências como Projeciologia e Parapsicologia e é comum em casos de Poltergeist, mas pode ocorrer sem a conjunção de qualquer outro elemento fenomenológico Poltergeist.

Por ser fantástico demais para crer muitos casos são considerados fraudulentos, criminosos, ou até acidentais, com explicações científicas forçadas e esdrúxulas pelas outras ciências. Já se tentou explicar o fenômeno apelando para cigarros deixados cair sobre roupas e incendiado as vítimas; ou então criminosos que teriam tentado apagar vestígios queimando as vítimas, mas o fato é que não é qualquer fogo que produz tais efeitos: as temperaturas necessárias para carbonizar uma pessoa da forma que ocorre nos fenômenos considerados parapirogenia só seriam possíveis de ser obtidas em fornos crematórios, durante muitas horas, visto que das partes atingidas não restam muito mais que cinzas.

Seria o fogo secreto, dos antigos alquimistas e de herméticos tratados de magia. Queima de dentro para fora, carbonizando pessoas e objetos. Provoca terror só em se pensar em algo tão horripilante. Autores como Jacques Bergier (1912-1978), Charles Fort (1874-1932) e Vincent Gadois se ocuparam minuciosamente do tenebroso assunto.

Tecnicamente é também conhecida como Combustão Humana Espontânea com sigla CHE em português e SHC em inglês. Entretanto, para muitos autores, a ideias de um ser humano simplesmente incendiar e carbonizar-se raia ao absurdo.

Mas ao longo dos últimos 300 anos foram centenas de casos registrados pela polícia e estudados com afinco por cientistas.  Antigamente se explicava como sendo causada por pessoas que bebiam muito e por algum mecanismo desconhecido, seria disparada uma ignição e o incêndio teria início.

O primeiro registro de um caso do tipo foi feito em 1641 pelo médico dinamarquês Thomas Bartholin. Na compilação de episódios médicos não convencionais Historiarum Anatomicarum Rariorum, Thomas escreve sobre um cavaleiro italiano chamado Polonus Vorstius que em 1470 estava tomando vinho quando começou a vomitar labaredas até ter seu corpo totalmente consumido pelo fogo.

“Totalmente” não é a palavra certa, na realidade. Apesar de cercada de mistérios, a combustão espontânea em humanos costuma seguir um padrão: enquanto o tronco e a cabeça ficam completamente desfigurados pelo fogo, os pés e as mãos em geral permanecem intactos. Essa peculiaridade pode ser uma pista importante para descobrir o que causa o fenômeno.

Se em 1673 a literatura científica ganhou uma publicação inteiramente dedicada ao tema – foi nesse ano que o autor francês Jonas Dupont escreveu o livro De Incendiis Corporis Humani Spontaneis, uma coletânea de relatos sobre a combustão humana espontânea, em 1725 ocorreu um dos casos mais emblemáticos e sombrios. O dono de uma pousada de Paris acordou com cheiro de fumaça e quando olhou para o lado sua esposa, madame Millet, jazia carbonizada.

Primeiramente o homem foi considerado culpado pela morte de sua esposa, mas a Justiça acabou aceitando o argumento de combustão espontânea após o depoimento de um cirurgião que estava na pousada no momento do ocorrido. O fato do resto do quarto – incluindo mobília de madeira e o material altamente inflamável dos lençóis – estarem sem nenhum indício de fogo é outro fator comum aos relatos de combustão espontânea, mas essa característica intrigante permanece sem explicação. O legista responsável pelo esclarecimento da morte de madame Millet concluiu que a morte aconteceu em decorrência de “uma visita de Deus”.

Até a primeira metade do século XX, a ciência acreditava que pessoas alcoólatras tinham mais propensão à combustão humana espontânea. Hoje a explicação mais aceita busca nas velas uma analogia para explicar o fenômeno. Uma vela é composta por um pavio coberto de cera. Agora imagine que a sua gordura corporal é a cera e suas roupas o pavio. Uma fonte de fogo qualquer – um cigarro que sumiu no meio das cinzas e passou desapercebido pelos legistas, por exemplo – pode começar  a queimar uma camiseta, fazendo com que o fogo chegue até a pele e a rompa, esparramando uma gordura que pode muito bem ser absorvida pelo algodão da camiseta, alimentando o fogo, que vai queimar aonde houver tecido. Como dito anteriormente, essa teoria explica o motivo dos pés e mãos das vítimas saírem ilesos, mas só aumenta o mistério sobre os objetos do entorno também não serem consumidos.

O parapsicólogo Ronaldo Dantas Lins, em seu artigo “A FOTOGÊNESE SOB O ENFOQUE DA TEORIA QUÂNTICA”, apresentado no Primer Encuentro Iberoamericano de Parapsicologia , realizado no período de 15 a 17 de novembro de 1996, em Buenos Aires, Argentina, sugere a classificação da Parapirogenia Projetada da seguinte forma: a) Autoparapirogenia – sobre o próprio agente projetor; b) heteroparapirogenia – sobre objetos inanimados e sobre outros seres vivos.

O Espiritismo também se ocupa do Poltergeist e da parapirogenia. Para os espíritas esses eventos são comuns na presença de uma pessoa dotada de determinados dons mediúnicos. Manifesta-se em marcas e impressões supranormais de mãos de fogo. Seria a queima inexplicável de coisas e pessoas.

Pode ser causada por espíritos: a) do bem, que se servem do poltergeist e da parapirogenia como fenômeno mediúnico de efeitos físicos para chamar a atenção e atender o seu objetivo; b) brincalhões (zombeteiros) ou vingativos que, provocando tais efeitos, se divertem com o apuro pelo qual passam as suas vítimas.

O médium, no caso, é quem fornece a energia, o fluido para que o Espírito, associando o seu próprio fluido, consiga realizar o que pretende.

Por mais difícil que seja acreditar, são centenas de casos de Poltergeist e/ou Parapirogenia registrados na história humana que desafiam a inteligência de policiais e cientistas. O mais assustador na parapirogenia é que parece ser um fogo que queima de dentro para fora, de modo que pessoas e objetos ao redor, são pouco afetados, ou mesmo de jeito nenhum, embora presuma-se que as temperaturas possam chegar a 2500 ° C.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rua Dr. José Afonso de Melo, N° 118, Sala 820 – Jatiúca, Maceió – AL. CEP 57.036-510.

O homem consciente é verdadeiramente livre. Ele sabe que não sabe.

Louis Pauwels

Copyright © 2020. Detetive do Improvável. Todos os direitos reservados.