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quinta-feira, dezembro 2, 2021

Brasil Misterioso

Mistérios do Amazonas – Parte 1

5 de fevereiro de 2021

Mistérios do Amazonas – Parte 1

Assombrações no Teatro Amazonas

Teatro Amazonas. Manaus/AM. 20/09/19. Foto: Rafael Zart/Ascom/Cidadania


A cidade de Manaus é rica em arquitetura clássica. Existem muitos prédios deslumbrantes que compõem um testemunho das fases mais áureas da cidade. Sem dúvida, um desses locais é o Teatro Amazonas. Fundado em 1896, ainda no ciclo da borracha, foi projetado pelo Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa. Já em sua construção foram registrados eventos considerados incomuns, fazendo surgir lendas que estariam ligadas ao teatro até os dias de hoje. Relatos dos pedreiros durante a obra original de construção do teatro afirmavam que objetos sumiam ou trocavam de lugar sem explicação plausível e de forma tão traumaticamente estranha que muitos abandonaram o emprego. O que antigamente não se estudava, hoje possui muito mais material analisado que vem reforçar a importância dos testemunhos dos operários. Por exemplo, os homens relatavam mudanças de temperatura bruscas e intensas, ventos frios vindo sem explicação, atualmente, bem comuns em ambientes dito assombrados. Com a inauguração e o início das atividades artísticas, pessoas do público e, principalmente, atores e profissionais envolvidos diretamente com as apresentações diziam ouvir vozes, murmúrios, gargalhadas e inúmeras aparições que habitavam os corredores e camarins do teatro. Uma dessas aparições foi reconhecida como sendo um pianista assassinado no local enquanto ensaiava. Em visita, se pode tentar permanecer alguns momentos próximo ao palco, local de maior incidência de encontros com esse fantasma, onde se pode, inclusive, escutar pedaços de músicas tocadas ao piano. Achou interessante? Ainda temos alguns conselhos para uma visita aos mistérios do Teatro Amazonas. Os relatos mais acalorados falam que um visitante pode ter uma experiência paranormal completíssima se concordar em dedicar mais tempo para conhecer os fantasmas artistas do antigo teatro. Poderá se deparar com o estranho cavalheiro bem vestido à moda do século XVIII (incluindo a peruca marteau) que, certa vez, teria se feito presente a um ensaio de uma peça, sendo hoje considerada uma presença de fácil encontro. Seria ele um ator italiano que veio a falecer em 1912, por malária. Mas, o teatro teria seu próprio elenco de fantasmas residentes, pois muitos ex-artistas europeus que ali se apresentaram foram vítimas das doenças tropicais muito comuns na região. Ao visitante que queira enfrentar o macabro espetáculo, se relata que deve ir ao teatro no dia 31 de Dezembro, que também é a data de aniversário do prédio, para desfrutar da peça “LaGioconda”, encenada por fantasmas e regida pelo espírito do Maestro Genivaldo Encarnação, que morreu numa briga numa conhecida pensão (Pensão da Mulata). Pronto para o show?

A velha barrageira do Tropical Hotel de Manaus


Ir a Manaus já é uma aventura, mas, visitar a cidade hospedado no Hotel Tropical deve ser considerado um privilégio para um bom caçador de mistérios. O motivo é que o visitante não precisaria nem sair do hotel para já se considerar em um local inusitado, possuidor de uma curiosa lenda urbana da capital do Amazonas.

O que se conta a respeito é que onde hoje é o Hotel Tropical já teria sido uma terra ocupada por pessoas humildes que vieram a ser expulsas pelos proprietários da região, bem as margens do Rio Negro. Entre os moradores, havia uma senhora já idosa que não concordou e reclamou por sua permanência onde vivia. Na desavença, veio a falecer, mas, nem mesmo na morte, se afastou totalmente do local que gostaria de ter passado seus últimos anos de vida. Atualmente, existem relatos de hospedes e funcionários que afirmam que a velha senhora é vista caminhando pelos corredores do hotel. Essa aparição seria protagonista de muitos sustos, inclusive alguns sob a forma de uma linda moça, comumente confundida com uma hóspede. Os primeiros relatos remontam ainda a construção do hotel, e possui uma curiosa precisão ao ser descrita por pessoas de diferentes origens e épocas ali hospedadas. Além de sustos, a aparição também seria responsável, por acender e apagar de luzes, abrir torneiras, fazer barulhos sem explicação, etc.

Caso o leitor tenha a oportunidade única de encontrá-la, saiba que ela não é considerada uma aparição do mal, o único perigo é matar alguém de susto.

Lenda do Triângulo Amazônico e a Fantástica Cidade espectral do Ano 3.000
Esse desafio vai para os buscadores do mistério que apreciam um bom voo. Fazendo parte desse grupo, fica fácil acreditar que já se viu (ou até mesmo o fez) voando sobre a planície de Nazca no Peru, para contemplar as enigmáticas gravuras no solo. Ou, para os mais afoitos ainda, desafiar o famigerado e, talvez ainda mais famoso, o Triangulo das Bermudas e suas estranhas turbulências. Porém, talvez ainda não tenha conhecimento dos inacreditáveis relatos dos nossos pilotos brasileiros que, heroicamente, enfrentam sobrevoar a floresta amazônica. Região de difícil acesso, que já engoliu aeronaves que jamais foram encontradas. Uma área que formaria um triângulo imaginário com vértices nas cidades de Manaus, Santarém e Porto Velho tem seu próprio, original e fascinante mistério. Há relatos inúmeros de pilotos que teriam se deparado com a visão de uma cidade do futuro, surgindo diante de seus olhos. Já recebeu apelidos do tipo “cidade do Buck Rogers”(não precisa nem comentar a idade dos pilotos que criaram essa denominação), ou “cidade do ano 3000”, devido a sua aparência de algo que imaginamos estar em nosso futuro, tão bem retratado nos filmes de ficção científica.


Uma das características que mais fascina quem estuda os relatos dos pilotos é a semelhança ao descrever a tal cidade. Profissionais bem treinados, examinados periodicamente para evitar uso de drogas, e comprovar total saúde mental e física estariam descrevendo algo muito semelhante, muitas vezes sem conhecer o relato de outros pilotos. Comumente são citadas avenidas largas, sendo uma delas bem central, convidativa ao pouso, sempre presente nos relatos, torres, domos, espirais, grandes edifícios e, até mesmo, pirâmides. Mas, querem saber o motivo pelo qual ninguém ainda pousou lá? Segundo os que a viram, em determinado momento em que se inicia uma aproximação aérea, toda a metrópole se desfaz no ar, num típico comportamento de uma miragem. Há quem relacione essas ocorrências, a supostos avistamentos de discos voadores na região, que não apenas teriam sido fotografados em suas rotas, como também acompanharam aviões durante determinado tempo, para desespero das testemunhas. E então? Que tal um sobrevoo turístico pela região?

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