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quinta-feira, junho 17, 2021

Arqueologia misteriosa

Existia um Imperador que adorava histórias. Um dia, ele comprou uma múmia. E gostava tanto dela, que passava horas ao seu lado lhe contando seus segredos. Essa é a sua história.

Durante muitas décadas o Egito foi para muitos saqueado por exploradores e arqueólogos que em nome da ciência levaram inúmeros tesouros da história daquele país.

Um dos mais famosos exemplos destes atos seria o obelisco retirado de Luxor e que hoje está descansando na praça de La Concorde em Paris. Originário do fantástico templo, agora com sua entrada desconfortavelmente incompleta para quem a visita, foi trocado por um relógio que jamais funcionou e que ainda se encontra na Mesquita de Alabastro, no Egito. Além disso, inúmeras múmias foram também clandestinamente comercializados se transformando em peças de colecionadores, de graciosos museus e até transformadas em pó para servirem de medicamentos ou estimulantes consumidos na América. Essa teria sido uma das formas que muitas patologias chegaram a migrar do antigo Egito para o novo mundo da América.

No Brasil muitas peças foram adquiridas através de Dom Pedro II, imperador brasileiro muito sedento pela ciência. Em meio a essa coleção imperial, que com o passar dos anos e o fim do império, ficou em exposição no Museu Nacional do Rio de Janeiro, situado na Quinta da Boa Vista, havia uma múmia de uma jovem que aparentava ter 16 anos quando veio a falecer. Por não possuir nenhuma identificação de seu nome original egípcio, foi carinhosamente apelidada de Karina pelos funcionários do museu. Fisicamente, Karina apresentava uma característica muito marcante. possuía os seus braços depositados ao lado do seu corpo em linha reta e não na costumeira posição de outras muitas múmias encontradas, a saber, com os braços cruzados sobre o peito. além disso, havia muitos relatos que cercavam o local onde Karina era exposta no museu. Algumas pessoas referiam fenômenos estranhos de natureza  parapsicológica. Indivíduos mais sensíveis ou psiquicamente bem dotados, de todas as idades e classes sociais, sentiam emanações vindas de Karina. Outros visitantes sentiam estranhas influências diante dela e chegavam a relatar perceber com extrema nitidez ao redor de sua máscara mortuária, uma resplandecente aura azulada que circundava rosto da múmia.

 Infelizmente, Karina e seus mistérios encontraram um fim desmerecido e sem glória. Em setembro de 2019, o incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, oriundo do descaso com a cultura no Brasil, consumiu em suas chamas Karina e muitos outros tesouros históricos para sempre.

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