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sexta-feira, agosto 19, 2022

Máquina de Mistérios

O Caso Regina

17 de julho de 2022

O Caso Regina

Coluna Máquina de Mistérios

Por Carlos Moreira

O Caso Regina em Itapetininga SP – Ano 1971

Itapetininga está localizada no sul da região sudoeste do estado de São Paulo a 171 km da cidade de São Paulo e 184 km da fronteira com o estado do Paraná.


Está entre os municípios mais arborizados do Brasil, sua área urbana é cheia de parques e bosques que se misturam em meio às casas e apartamentos. A vegetação é formada predominante por campos limpos e plantas típicas do Cerrado, com presença de Mata Atlântica e inexistência de serras, caracterizada por pequenas ondulações e extensas várzeas.

Rua Hilda, 70 – Vila Santana – Itapetininga

O Caso
Tia Regina Lúcia Rodrigues, na época tinha 17 anos. Esse caso aconteceu na minha casa no verão de 1971 aproximadamente as 21 horas, nós do interior dormíamos muito cedo, assim que a noite caía jantávamos e íamos dormir, não tínhamos televisão, algumas poucas vezes minha família ficava reunida sentados na cozinha e ao sabor de um cafezinho num bule verde esmaltado, feito no fogão a lenha, ficávamos todos conversando e ouvindo as histórias que meu pai contava de sua infância no interior.

Ilustrativo

Tia Regina, naquela época com apenas 17 anos, foi passar um período de
férias escolares em nossa pequena casa, que tinha apenas um dormitório, ela dormia na sala que não tinha parede para separar a sala da cozinha. Nossa casinha era muito simples, de tijolinho de barro, sem reboco nas paredes; para entrar na casa existiam duas simples portas uma na cozinha e a outra na sala, não tinha forro nem laje e era possível ao olharmos para cima vermos a fiação elétrica amarrada no madeiramento próxima as telhas, tudo era muito simples e aconchegante. A casa ficava próxima a um rio que existia a uns 80 ou 100 metros dali. No quintal criávamos um porquinho e um carneiro. Numa noite estrelada, no verão de 1971, por volta das 21 horas, Regina batia à porta do quarto pedindo desesperadamente para que alguém abrisse e chorando muito dizia ter visto um “homenzinho verde” que atravessou a parede para dentro da casa e passou em frente a ela fixando os olhos grandes e negros nos olhos dela e então desapareceu como fumaça.
Apesar da penumbra ela conseguiu ver esta estranha criatura e descreveu-a
como um pequeno e magro ser de aparência bizarra medindo aproximadamente 1,5 metros de altura com cabeça grande e desproporcional ao corpo, com mãos grandes possuindo apenas 3 dedos longos, sua pele era esverdeada e usava uma roupa brilhante metálica colada ao corpo que reluzia na escuridão da sala, caminhava lentamente e parecia não ter pressa. Ela sentiu tanto medo que não conseguia se mexer ou talvez foi paralisada pelo pequeno e cabeçudo ser verde. Aquela apavorante experiência atormentou-a e a imagem daquela criatura estranha perseguiu-a em seus pensamentos e pesadelos durante anos. Ela nunca mais sentiu-se segura e o medo fez parte de sua vida para sempre.
No interior, naquela época, as pessoas não davam muita importância a esse
tipo de acontecimento, virava até piada, porém hoje fico pensando o que de
fato aconteceu naquela noite insólita? Este ser estaria sozinho? Poderia este
ser, ter abduzido toda a família e nunca nos lembramos disso? O que estaria
procurando? Teria esta criatura voltado a nos visitar durantes os próximos
anos, ou até hoje nos visita? Talvez algum dia a resposta apareça atravessando a parede de minha casa em uma noite escura, ou será que já apareceu e eu não me lembro?
O desenho abaixo foi criado com base nos relatos de minha tia e faz parte das histórias da revista em quadrinhos Máquina de Mistérios não podendo ser reproduzido conforme registro 4.706/19, é exclusivo para o site Detetive do Improvável.

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