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domingo, abril 18, 2021

Lugares Estranhos

O Mar do Diabo, Triângulo do Dragão ou do Pacífico é uma região do Pacífico ao redor da Ilha Miyake, cerca de 100 km ao sul de Tóquio. Um dos lados do triângulo pode estar na ilha de Guam. Apesar de o nome ser usado pelos pescadores japoneses, não aparece nas cartas náuticas.

Na cultura popular, especialmente nos Estados Unidos, acredita-se que o Mar do Picasso possa estar relacionado a viajar para outra dimensão de forma similar ao Triângulo das Bermudas, uma área onde barcos e aviões desaparecem sob circunstâncias misteriosas. Os japoneses, por outro lado, não consideram o Mar do Diabo como sendo mais misteriosa ou perigosa do que outras águas costeiras do Japão.

Entre os fenômenos reportados no Mar do Diabo estão as perdas de barcos e aviões (mais do que no Triângulo das Bermudas), numerosos navios fantasmas, barcos não-identificados, OSNIs (Objetos Submarinos Não-Identificados) e perdas de intervalos de tempo.
O escritor estadunidense  Charles Berlitz escreveu um livro chamado The Dragon’s Triangle (O Triângulo do Dragão, 1989). Segundo ele, o Triângulo do Dragão aparece como uma zona perigosa nos mapas japoneses. Também afirma que, nos anos de paz entre 1952 e 1954, o Japão perdeu cinco embarcações militares com um total de tripulação desaparecida que supera 700 pessoas. O governo japonês, a fim de saber o motivo da perda de barcos e pessoas, financiou uma embarcação de investigação tripulada com mais de 100 cientistas, para estudar o Mar do Diabo. Depois, a embarcação desapareceu com todos os cientistas, e o Japão declarou a área como zona perigosa.
Segundo a investigação de Larry Kusche, um autor “muito pretensioso” que afirma, nada mais, nada menos que, ter solucionado o famoso mistério do, semelhante, Triângulo das Bermudas, essas “embarcações militares” eram embarcações de pesca, e alguns deles se perderam fora do Mar do Diabo, tão longe como perto de Iwo Jima (1000 km ao sul do Japão). Também assinala que, naquela época, a cada ano se perdiam centenas de barcos de pesca ao redor do Japão.

 

A embarcação japonesa de investigação que Berlitz mencionou, chamado Kaiyo Maru nº 5, com uma tripulação de 31 pessoas a bordo (não 100), foi destruída por uma erupção em 24 de Setembro de 1952, em uma missão de investigação sobre a atividade de um vulcão submarino, o Myōjin-shō, a uns 300 km ao sul do Mar do Diabo. Alguns restos foram recuperados.

Há boatos inclusive que o avião do voo MH370 da Malásia tenha desaparecido no local, mas é pouco provável já que fica a muitas milhas de distância da última posição conhecida do avião da Malásia.
Há ainda várias superstições e lendas curiosas a respeito desse local misterioso relacionado ao folclore japonês.

 

A lenda do Dragão do Mar
Segundo, uma fábula japonesa, um homem idoso vivia em uma ilha japonesa na região do mar do diabo. Ele vivia totalmente sozinho, e levava uma vida tranquila e feliz. Um dia o pescador percebeu que não tinha mais a força da juventude para remar seu barco e pegar os peixes que faziam parte da sua alimentação diária.

Ele tentou pescar alguns peixes perto da costa, mas não havia nenhum. Ele estava prestes a desistir, quando viu uma névoa estranha e vermelha pairando sobre o seu barco. Desconfiado, ele resolveu ir em direção à névoa e para sua surpresa, a névoa de repente transformou-se em uma figura humana e falante.

Disse ao pescador: “Eu vivi nesta ilha por muitos anos, mas fui amaldiçoado por uma bruxa malvada, que me baniu da terra, do mar e dos céus. Desde então, tenho andado por aí, nem aqui nem lá. Eu gostaria de voltar a ser um pescador como antes mas para isso, precisarei do seu barco para me livrar da maldição. Em troca, fornecerei todos os peixes que você quiser e você nunca passará fome.”

O velho concordou, e entregou os remos do seu pequeno barco ao homem, porém ao fazer isso, o tal homem começou a crescer e crescer, transformando-se em um dragão.

O barco também aumentou de tamanho como num passe de mágica. O velho pescador bem que tentou pegar os remos de volta, mas já era tarde demais, o dragão sumiu em meio ao oceano, levando seu barco.

Apesar de tudo, o Dragão do Mar foi fiel à sua palavra, e trazia um grande número de peixes para a ilha, todas as manhãs, conforme tinha combinado com o velho pescador.

Porém, segundo a fábula o Dragão do Mar (ou Diabo do Mar) passou a aterrorizar aquelas águas, engolindo todas as embarcações que rondassem por ali.
Curiosamente, o Triângulo das Bermudas situa-se diretamente na mesma linha de latitude do triângulo do dragão, 35 graus, levando muitos pesquisadores a acreditar que exista um Buraco de minhoca, um tipo de túnel que poderia ligar o Triângulo das Bermudas com o Triângulo do Dragão, dando a entender que um dos dois triângulos serve como buraco negro e o outro como um buraco branco.

Veja mais detalhes em nosso vídeo exclusivo clicando AQUI.

2 Comments on “O Triângulo do Dragão

Marcio Roberto
4 de dezembro de 2020 em 20:00

Gostei do seu conteúdo, até salvei aqui nos favoritos para
ler depois com calma outras publicações. Não sei se vocês
já possuem alguma forma de divulgação online (ou
marketing digital), mas seu site merece ser conhecido e
visitado por mais pessoas com certeza. Se eu puder te
ajudar de alguma forma, ou parceria etc, entra em contato
comigo.

Responder
Caim Wolf
6 de dezembro de 2020 em 19:50

Fico muito feliz com seu contato, Marcio. O Detetive não é, como possa parecer, um site feito por um equipe, rapaz. Ele é criado por mim apenas. O “exército d eum homem só” é composto por Cain Wolf apenas. Se reconhecimento é muito importante para mim. Obrigado sempre! Toda ajuda é bem-vinda.

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